Conteúdos sobre Obesidade e Gravidez

Gravidez em Forma – controle o seu peso na gravidez

16-dez-13

Por Gizele Monteiro – Personal gestante

 

Uma das maiores dúvidas das mamães e como ter sua Gravidez em Forma e dessa forma ter o controle do seu peso na gravidez. Será que é possível controlar o peso durante a gravidez?

O maior temor das mamães é engordar durante a gravidez e não ter o seu corpo de volta após a gravidez.

E-book Gravidez em Forma

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Após inúmeros atendimentos, vi a necessidade de ajudar mais gestantes e mamães.

Está nascendo um novo projeto: o Gravidez em Forma, com o selo e fundamentado no conhecimento do Mais Vida Gestantes.

Venha conhecer um pouco mais.

Assista o video e cadastre-se em nosso site para receber minhas dicas.

Video:

Gravidez em Forma

Site: www.gravidezemforma.com.br

Obesidade na gestação

16-jul-12

Por Gizele Monteiro

A obesidade na gestação pode ser um problema para a saúde da mamãe e do bebê.

Números alarmantes no mundo tem demonstrado o crescimento da obesidade e no Brasil não tem sido diferente. Junto com o crescimento da obesidade seguem as doenças como hipertensão e diabetes. Essas doenças, assim como a obesidade colocam mãe e bebê em risco.

O controle de peso é um problema que muitas mulheres lutam o tempo todo, mas a batalha para alcançar ou manter um valor saudável pode ser ainda mais importante durante a gestação.

Um estudo da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, descobriu que as mulheres  com obesidade na gestação têm uma chance maior de sofrer um aborto espontâneo.  O estudo acompanhou cerca de 41.000 mulheres que estavam esperando apenas um bebês. Verificou-se que as mães que eram obesas no início da gestação tiveram o dobro de chances de abortar ou ter morte do seu bebê morrer no primeiro ano de vida, quando comparadas às mulheres que estavam do peso recomendado.  Apesar dos resultados do estudo, a pesquisadora Ruth Bell notou que, se as mães são obesas ou não, a morte no útero ou no início da vida ainda é incomum. Verificou-se que as mulheres obesas tiveram apenas oito casos de morte fetal ou infantil em cada 1.000 nascimentos que mulheres de peso saudável.  Mas ainda assim, a obesidade na gestação também tem sido associada a problemas como hipertensão arterial – pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, o que pode impactar seriamente a saúde da mãe e da criança.

As mães não são incentivadas a tentar perder peso durante a gestação, sendo uma nutrição e alimentação saudável mais importantes do que nunca durante esse tempo, de acordo com Bell, e mais apoio deve ser dado para ajudar as mulheres a chegar a um peso saudável antes ou após a gestação.

*O Mais Vida Gestantes apresenta além do programa gestante, o programa pré-gravidez e pós-parto para auxiliar as mulheres nessas 2 fases. Entre em contato!

Exercícios e Gravidez depois dos 40 anos: benefícios

06-abr-12

Gizele Monteiro

Diretora do Mais Vida Gestantes – Personal Gestante

Exercícios na Gravidez depois dos 40 anos

A gravidez depois dos 40 anos, considerada gravidez tardia, é sempre preocupação da área médica por vários fatores de saúde da mulher e também do bebê, principalmente se ela ocorrer após os 45 anos.

Do ponto de vista físico, condição corporal e nível de aptidão física, a mulher encontra-se numa curva descendente. Além do fator idade podemos considerar o grande nível de sedentarismo que normalmente coloca a mulher numa condição de sobrepeso.

A gravidez é um momento de impacto fisiológico e biomecânico muito grande para mulher. Nesse ponto também pelo sedentarismo, sua postura e musculatura já se encontra em condições diferentes.

Exercícios e Gravidez depois dos 40 anos: benefícios

Mulheres que se mantém ativas, isto é, realizam exercícios tem uma queda bem menos acentuada da sua condição muscular pois mantém a mantém fortalecida, postura e condição cardiorrespiratória também melhorada. Este é um grande benefício promovido pelo exercício para uma gravidez depois dos 40 anos.

Tanto o aumento de peso, quanto a probabilidade de doenças como diabetes e hipertensão aumenta. Por isso nesse momento os exercícios são uma forma muito interessante de contribuir para a saúde da mulher e consequentemente do bebê.

Exercícios e Gravidez depois dos 40 anos: cuidados

Os exercícios nessa fase devem ter cuidados redobrados na intensidade e na quantidade aplicada, assim como a escolha do exercício juntamente com a qualidade técnica do mesmo para não aumentar os riscos de lesões. É um mito achar que a mulher deve fazer apenas hidroginástica, ela pode ser uma das atividades incluídas, porém deve haver um trabalho postural e também um fortalecimento do assoalho pélvico pois a mulher nessa idade também pode ter um comprometimento maior por causa da idade.

A gravidez é um momento de grandes alterações fisiológicas com grande sobrecarga cardíaca e circulatória, assim como também as mudanças posturais. Normalmente na mulher sedentária a postura já começou a ser modificada e a gravidez irá aumentar isso. Por isso os detalhes acima não devem ser desconsiderados pelo profissional que atenderá essa gestante. Ele deve ser especializado em prescrição de exercícios na gravidez.

Obesidade e Gravidez / Gestação – exercício pode atuar como meio preventivo

27-dez-11

Profa. Ms. Gizele Monteiro

A obesidade na gravidez, um problema a ser resolvido! Sabe-se que a gravidez é um momento onde a mulher pode ter uma grande mudança corporal. A gravidez pode atuar como um fator desencadeante da obesidade devido as grandes alterações metabólicas.

Hoje a obesidade já é considerada um grave problema de Saúde Pública. Sua prevalência vem aumentando sistematicamente ao longo das últimas décadas, tanto em países desenvolvidos como em boa parte dos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade seria hoje um dos maiores e mais visíveis, porém mais negligenciados, problemas de Saúde Pública em todo o mundo. No entanto pouca importância vem sendo dada a obesidade e gravidez.

Repercussões obesidade na gravidez

Muitos estudos têm apontado que mulheres que iniciam a gravidez com IMC (Índice de Massa Corporal) acima do normal (que seria 20 a 24,9) têm riscos mais elevados para diversas complicações:

- o risco de pré-eclâmpsia dobra a cada aumento de 5 a 7 kg/m2 (equivalente a um aumento no risco de 0,54% para cada 1 kg/m2 de aumento do IMC).

- quanto maior o IMC materno inicial, maior o risco de diabetes gestacional (DG).

- gestantes obesas também apresentam maior probabilidade de terem infecções urinárias e do trato genital inferior.

- o sobrepeso materno aumenta os riscos de parto induzido, cesarianas, hemorragia maciça pós-parto e infecção pós-parto.

A importância do Exercício na Gravidez como meio preventivo

O exercício na gravidez atua como uma excelente maneira de controlar o ganho de peso para mulheres que estão com sobrepeso, e para aquelas que apresentam peso normal, pode controlar o ganho de peso durante a gravidez tendo um aspecto preventivo sobre a obesidade. Muitas mulheres ganham peso e não retornam mais e mais de uma gravidez aumenta essa estatística.

A mulher deve realizar exercícios aeróbicos leves e moderados, variando a frequência semanal conforme seu nível de aptidão, isto é, se ela era sendentária ou ativa antes de engravidar.

Lembramos também que o acompanhamento nutricional nesses casos é primordial para saúde da mãe e do bebê.

* texto baseado no artigo científico “Obesidade e Gravidez” que encontra-se disponível na sessão de artigos científicos desse site.

Mattar, R., Torloni, M.R., Betrán, A.P., Merialdi, M. Obesidade e Gravidez. Rev Bras Ginecol Obstet. 2009; 31(3):107-10.

Benefícios do aleitamento para a recuperação do peso pré-gestacional

31-jul-11

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diretora e idealizadora do programa de exercícios Mais Vida Gestantes

 

Será que a amamentação pode auxiliar na perda de peso no pós-parto?

Essa é uma questão que pode ajudar a mulher que está na dúvida de amamentar ou não para perder o seu peso. Algumas mulheres ainda acham que a amamentação irá fazer com que seu peso não retorne rapidamente.

Uma excelente fonte de pesquisa para esse esclarecimento é o artigo publicado pela Dra. Marina F. Rea.

Rea MF. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. J. Pediatr. RJ), 2004, 80(5supl): S142-S146.

Segue “parte do artigo” que mostra os benefícios do aleitamento materno no retorno do peso pré-gestacional.

Recuperação de peso pré-gestacional

Sabe-se que a mulher adulta com atividade física moderada necessita de 2.000 a 2.200 calorias e de 40-45 g de proteína por dia para a manutenção de seu peso e metabolismo. Quando lactante, é necessária uma quantidade adicional de 500-640 calorias e de cerca de 16 g de proteína. Como, na gravidez, acumulam-se reservas da ordem de 100-150 calorias por dia, a mulher muitas vezes termina a gestação com sobrepeso. Assim, de maneira geral, a mulher volta ao peso pré-gravidez após algum tempo, que é variável. No puerpério, quando o organismo da mulher está preparado para lactar, qual seja, produzir leite materno, nem sempre ela consome a quantidade necessária de calorias para produzir o leite que o bebê ingere. Se estiver amamentando, o organismo irá retirar aquela reserva acumulada para fabricar o leite materno42. Se a amamentação for exclusiva, ou seja, se todas as calorias que o bebê estiver consumindo forem de origem materna, a quantidade retirada da mãe maior será43. Assim, se a mãe pára de amamentar precocemente, conserva as calorias que seriam usadas para fabricar leite materno. A puérpera, então, conservará o peso ganho na gestação e demorará mais tempo para voltar ao peso pré-gestacional.

Em regiões pobres, onde muitas vezes uma gravidez se segue à outra, o acúmulo de peso do ciclo gravídico puerperal pode contribuir para a obesidade nas mulheres adultas. A prática da amamentação exclusiva por 6 meses, conforme a recomendação da Organização Mundial da Saúde, contribui para uma perda de peso da mãe mais rápida38-40. Em estudo longitudinal realizado com 312 mulheres do sul do Brasil, Gigante et al. mostraram que as mulheres que amamentaram de 6 a 12 meses apresentaram os menores índices de massa corpórea e medidas de prega cutânea. Além disso, as que amamentaram de forma exclusiva ou predominante tenderam a ser mais magras do que as que amamentaram parcialmente ou não amamentaram43.

Motil et al., numa pequena amostra nos Estados Unidos, ao comparar mulheres lactantes com não-lactantes e nulíparas, notaram que, embora as lactantes apresentassem mais gordura corpórea até 18 semanas pós-parto, elas perdiam peso lenta e gradualmente até os 12 meses. Ao final de 1 ano, as pregas cutâneas dos três grupos de mulheres não diferiram significativamente44.

É importante salientar que já foi demonstrado que a perda de peso das mulheres lactantes em amamentação exclusiva, que pode chegar a 500 g por semana entre a quarta e a 14ª semana, não interfere no crescimento dos bebês45.

Link para acessar o artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572004000700005&script=sci_arttext

Prevenção da Obesidade na Gestação: Dra Sandra Gordilho

25-ago-10

Mais Vida Gestantes – preocupado com a sua saúde!

A reportagem realizada com a Dra. Sandra Gordilho mostra de forma esclarecedora como ter uma alimentação saudável durante a gestação e controlar o ganho de peso na gravidez.

Lembramos que o exercício também é um forte aliado para controlar o ganho de peso, além de deixar a mãe com mais disposição e uma musculatura mais preparada para o parto e também para as atividades diárias.

 

Procure nossos atendimentos com exercícios:

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Rio de Janeiro: (21)3242-3334 / 9209-3842

Obesidade e Infertilidade

23-ago-10

Gizele Monteiro

Diretora e Idealizadora do Mais Vida Gestantes

 

Uma matéria muito importante no site da Revista Pais & Filhos. Trata-se dos efeitos que a obesidade pode ter sobre a fertilidade feminina.

EXERCÍCIOS SÃO UM EXCELENTE ALIADO NESSA LUTA. MEXA-SE COM O MAIS VIDA GESTANTES 

personal obesidade 

 

Mulheres obesas apresentam menor fertilidade

Por Roberta Roque, filha de Jandira e José Roberto

Cerca de 30% das mulheres em idade fértil são obesas, e estudos constatam que a obesidade pode ser considerada uma epidemia mundial. O acúmulo excessivo de gordura corporal traz inúmeros danos para o organismo de um indivíduo, além dos problemas a ele associado.

Uma das complicações decorrentes da obesidade em mulheres é a dificuldade em engravidar. Isso acontece porque, em geral, o ambiente do ovário em mulheres obesas é inadequado para ocorrer a ovulação, sendo que uma das explicações possíveis é o excesso de insulina, tipo de hormônio responsável por regular a quantidade de glicose no organismo.

Segundo a endocrinologista Letícia Schwerz Weinert, a fertilidade em mulheres obesas é prejudicada.  “Além do excesso de insulina, presente em mulheres obesas, prejudicar a ovulação, algumas mulheres também apresentam síndrome dos ovários policísticos, a qual cursa com o aumento dos níveis de hormônios masculinos e prejuízos da fertilidade”. Ambos os problemas interferem diretamente na ovulação.

Os tratamentos para infertilidade também são afetados pelo excesso de peso. Especialistas afirmam que mulheres obesas apresentam menor chance de sucesso em reprodução assistida. A chance de aborto espontâneo também é maior em pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 30kg/m² do que em mulheres com peso normal.

Riscos durante a gravidez
Pacientes obesas que engravidam têm maiores riscos na gestação, tanto para a mãe, quanto para o bebê. A gestante obesa tem maior chance de desenvolver hipertensão e diabete gestacional. Estas complicações podem levar ao risco de parto prematuro, aborto, e até mesmo morte materna ou fetal. Ao nascer, o bebê pode apresentar macrossomia (peso acima de 4kg), complicações cardíacas e hipoglicemia logo após o parto.
 
De olho na balança
Dra. Letícia Schwerz Weinert explica que mulheres obesas que desejam engravidar devem emagrecer o quanto antes. “Há estudos que comprovam que pacientes que perdem peso, por dieta ou cirurgia, melhoram seu nível de fertilidade”.

Mas a endocrinologista Letícia Schwerz Weinert alerta, que mesmo após perder peso, as futuras mamães devem prestar atenção na saúde. “A diabete pré-gestacional também apresenta riscos para a gestação. As mulheres devem controlar a diabete, principalmente antes de engravidar, para que ocorra um bom controle glicêmico durante as primeiras semanas de gestação, período em que ocorre a formação do bebê”.

CONSULTORIA: LETÍCIA SCHERZ WEINERT, FILHA DE GASTÃO E MARIA DA GLÓRIA, É MÉDICA ENDOCRINOLOGISTA DO CENTRO DE RECUPERAÇÃO E ESTUDO DA OBESIDADE (CREEO)

 

MAIS VIDA GESTANTES.

mais_vida_gestantesO programa de exercícios e os serviços oferecidos pelo Método Mais Vida atuam com situações delicadas como diabetes, hipertensão, obesidade, entre outras.

Nossos profissionais sõa qualificados e supervisionados para todos esses atendimentos.

Entre em contato e veja nosso programa pré-gravidez que busca atender além de melhorar a condição física da mulher, também atuar no auxílio da diminuição do peso corporal, controlar diabetes e hipertensão anteriores ao período gestacional.

CONTATOS:

São Paulo – e-mail: gizele@metodomaisvida.com.br / Tel. (11) 7871.4162
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Gravidez após a cirurgia de redução de estômago

25-mar-10

“QUANDO COMPARADAS COM AS GESTANTES OBESAS QUE ENGRAVIDAM, AQUELAS QUE O FAZEM APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA, TÊM MENOR INCIDÊNCIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E MENOR GANHO DE PESO DURANTE A GESTAÇÃO”

Por: Citen (08/06/2009)

Cerca de 50% das cirurgias para tratamento da obesidade são realizadas em mulheres em idade fértil, muitas delas, com grande dificuldade de engravidar devido aos vários problemas causados pela obesidade que afetam a ovulação.

Quando outras formas de emagrecimento falham, as pacientes com obesidade grave podem ter acesso, através da cirurgia bariátrica, a um tratamento potencialmente efetivo, que pode resultar em perda de até 70% do excesso do peso corporal.

Com a perda de peso induzida pela cirurgia, geralmente ocorre a normalização dos ciclos menstruais, anteriormente irregulares, desaparecem os cistos ovarianos, estabelece-se a ciclicidade hormonal e a ovulação é a regra.

“Nesse novo ambiente metabólico, muitas mulheres, anteriormente com quadros de infertilidade, vêem uma possibilidade real de engravidar. É muito importante que esta decisão seja compartilhada com a equipe médica. Esta gestação tem que ser programada e assistida, devido aos vários riscos impostos pelas mudanças anatômicas e funcionais produzidas pela cirurgia de redução do estômago”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva.

Após a cirurgia, pacientes com os ciclos normalizados não encontram dificuldade para engravidar. Apesar dos riscos de anemia, muitas mulheres têm filhos saudáveis. No Paraná, o acompanhamento de gestantes que se submeteram à gastroplastia tem sido cada vez mais minucioso. Há um ano e dez meses, um caso ocorrido no Estado foi considerado o primeiro da literatura médica mundial e obteve bastante sucesso. Pela primeira vez no mundo, uma mulher que se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago engravidou de gêmeos por fertilização in vitro.

“Devido às modificações nutricionais de quem se submete à cirurgia, situações de baixo peso e retardo de crescimento intra-uterino são esperados. Porém, no Paraná, o nascimento de um menino e uma menina na 36.ª semana de gestação, em ótimas condições de saúde e com bom peso, surpreendeu a todos e deixou os médicos bastante animados. Isso prova que as chances de uma mulher operada ter uma gravidez tranqüila e filhos saudáveis são cada vez maiores”, diz o médico.

Cuidados antes da concepção

A rápida perda de peso que se segue às cirurgias da obesidade alcança um platô por volta de 12 a 18 meses, após o procedimento.

As técnicas classificadas como by pass desviam o alimento de importantes rotas absortivas e podem levar à deficiência de vários micronutrientes importantes para a saúde materno-fetal. “As deficiências de ferro, cálcio, vitamina B12 e ácido fólico, comuns nas pacientes submetidas a essas cirurgias, são mais intensas nas mulheres que menstruam, uma vez que perdem mais ferro através do sangue menstrual”, observa a médica.

Cuidados gestacionais

As complicações da cirurgia bariátrica durante a gestação incluem a obstrução intestinal materna, geralmente devido à hérnias do intestino delgado, mais comuns nos procedimentos com laparoscopia, em relação às mulheres operadas através de abertura da parede abdominal.

Segundo a Dra. Ellen, as queixas de desconforto abdominal nas gestantes devido a complicações da cirurgia bariátrica podem passar despercebidas ou podem ser confundidas com as alterações ligadas à própria gestação como os vômitos freqüentes, refluxo, contrações uterinas e mal estar matutino.

As baixas de glicose ou hipoglicemias, tão freqüentes nas gestantes de uma maneira geral, são geralmente mais comuns e mais graves nas gestantes após a cirurgia bariátrica. Além disso, a complicação mais sintomática e desconfortável dessas cirurgias, o chamado dumping, é também mais freqüente nas gestantes. “Há que se reforçar a necessidade das refeições mais frequentes, o cuidado com o jejum prolongado e o risco dos líquidos ou alimentos sólidos ricos em açúcar. As manifestações extremamente desconfortantes do dumping dão à paciente submetida à cirurgia bariátrica a noção clara da importância do controle alimentar, tanto em relação à freqüência, como em relação ao tipo de alimentos ingeridos”, diz a médica.

Riscos da Obesidade na Gravidez

23-nov-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Antes de comentar sobre os riscos da obesidade na gravidez, gostaria de abordar sobre obesidade. Hoje a obesidade é um tema de preocupação mundial. A gravidez é um momento marcante na vida da mulher e todos os cuidados são importantes, tanto do ponto de vista nutricional, quanto na mudanças no estilo de vida e aderência ao exercício. Muitas mulheres desenvolvem sobrepeso e obesidade nessa fase.

O estudo desenvolvido pelos autores Mendonça e colaboradores em 1997 em gestantes obesas que foram atendidas em maternidades näo-governamentais, maternidades governamentais e em clínica privada, totalizando 250 gestantes, já mostrava a importância para a saúde da mulher e do bebê.

Os autores observaram que:

- gestantes obesas apresentam elevados índices de recém-nascidos grandes para a idade gestacional, têm alta freqüência de Doença Hipertensiva Específica da Gravidez, como também são constantes os casos de Diabetes Melittus.

- os trabalhos de parto são demorados, e face ao peso dos conceptos, são frequentes as lacerações do trajeto, como também as feridas perineais, que se infectam com facilidade, sendo elevados os casos de infecções da parede abdominal causadas pela deficiente higienizaçäo das gestantes.

Os autores concluem que a obesidade em gestantes deve ser controlada com regime dietético adequado, e por ser frequente o parto distócico, recomendam a prevalência da cesariana em primigestas obesas com macrossomia fetal, aconselhando, ainda que a anestesia preferida deve ser a de condução, e por fim, que a gravidez em mulheres obesas deve ser considerada de risco elevado.

Mendonça et al (1997). Obesidade e gravidez / Obesity and pregnancy. J. Bras. Ginecol. 107(1/2):17-22.

Obesidade e Gravidez

02-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Obesidade e Gravidez – um problema para a saúde da mamãe e do bebê.

A obesidade na gravidez deve ser levado mais a sério. Sabe-se que a gravidez é um momento onde a mulher pode ter uma grande mudança corporal. A gestação pode atuar como um fator desencadeante da obesidade. Se a mulher já apresentar sobrepeso ou for obesa, a gestação poderá atuar como um agravante.

Hoje a obesidade já é considerada um grave problema de Saúde Pública. Sua prevalência vem aumentando sistematicamente ao longo das últimas décadas, tanto em países desenvolvidos como em boa parte dos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade seria hoje um dos maiores e mais visíveis, porém mais negligenciados, problemas de Saúde Pública em todo o mundo.

Repercussões obesidade na gravidez

Muitos estudos têm apontado que mulheres que iniciam a gravidez com IMC (Índice de Massa Corporal) acima do normal (que seria 20 a 24,9) têm riscos mais elevados para diversas complicações:

- o risco de pré-eclâmpsia dobra a cada aumento de 5 a 7 kg/m2 (equivalente a um aumento no risco de 0,54% para cada 1 kg/m2 de aumento do IMC).

- quanto maior o IMC materno inicial, maior o risco de diabetes gestacional (DG).

- gestantes obesas também apresentam maior probabilidade de terem infecções urinárias e do trato genital inferior.

- o sobrepeso materno aumenta os riscos de parto induzido, cesarianas, hemorragia maciça pós-parto e infecção pós-parto.

A importância do Exercício

O exercício atua como uma excelente maneira de controlar o ganho de peso para mulheres que estão com sobrepeso, e para aquelas que apresentam peso normal, pode controlar o ganho de peso durante a gravidez.

A mulher deve realizar exercícios aeróbicos leves e moderados, variando a frequência semanal conforme seu nível de aptidão, isto é, se ela era sendentária ou ativa antes de engravidar.

Lembramos também que o acompanhamento nutricional nesses casos é primordial para saúde da mãe e do bebê.

* dica: para realizar o cálculo de IMC acesse www.metodomaisvida.com.br

* texto baseado no artigo científico “Obesidade e Gravidez” que encontra-se disponível na sessão de artigos científicos desse site.

Mattar, R., Torloni, M.R., Betrán, A.P., Merialdi, M. Obesidade e Gravidez. Rev Bras Ginecol Obstet. 2009; 31(3):107-10.