Conteúdos sobre Nutrição e Gravidez

O sistema imunológico na Gravidez – Gripe Suína

30-jul-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

A gestante está mais propensa a infecções porque sua imunidade diminui. Isso ocorre porque seu sistema imunológico fica menos ativo nesse período.

O sistema imune é definido como um mecanismo de defesa do organismo para combater doenças e infecções.  Ele é volátil e pode ser influenciada por vários fatores: nossos hábitos de vida, estresse, fadiga mental, deficiências alimentares, luto e gravidez.

Durante a gestação ocorrem muitas mudanças fisiológicas no corpo da mulher, por isso com o sistema imunológico não é diferente. A atividade desse sistema é suprimida durante a gravidez, caso contrário, o bebê pode ser rejeitado por seu corpo sendo identificado como um objeto estranho.

Como ele funciona como um mecanismo de defesa, pode atacar qualquer coisa que reconhece como um objeto estranho e uma vez que o bebê no útero da mãe contém os genes do pai, o corpo da mulher pode reconhecê-lo como um órgão externo.

À medida que a gestação evolui, o embrião em desenvolvimento fica isolado num ambiente semi-permeável. A organização anatômica da interface materno-fetal parece ser essencial para a evolução saudável da gravidez.

Essa queda pode fazer com que a mulher grávida fique mais propensa a infecções e doenças que podem ter implicações sobre a sua própria saúde, bem como para o desenvolvimento fetal.

Estudos têm relatado que uma das principais causas de parto prematuro são as infecções. Então, a gestante deve tomar os cuidados necessários para preservação da sua saúde. Seguem algumas infecções comuns no período gestacional:

- infecções urinária e vaginal: são as mais comuns: a secreção vaginal varia com a alteração hormonal e a queda do sistema de defesa. É ainda possível contaminação por urina e fezes. Os cuidados, além da higiene básica, incluem beber bastante líquido, usar sabonete íntimo e, quando na praia ou piscina, não ficar com o biquíni molhado por muito tempo.

- infecção do líquido amniótico: apesar de não ser muito comume, studos têm demostrado que infecções não reconhecidas do líquido amniótico podem ser uma das principais causas do parto prematuro. Ela ocorre pelo canal vaginal e existem microorganismos que conseguem se infiltrar na bolsa amniótica sem rompê-la. O líquido amniótico é um fluido que envolve o embrião, preenchendo a bolsa que protege o bebê de choques térmicos durante a gestação. Testes de urina e sangue no início da gestação podem confirmar se a gestante está livre desses microorganismos.

A GRAVIDEZ E A GRIPE H1N1 (GRIPE SUíNA)
Devido a queda da imunidade que ocorre durante a gestação, grávidas com gripe suína têm 4 vezes mais chances de serem hospitalizadas.

Baseado em pesquisas realizada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC nos Estados Unidos), onde a morte de seis grávidas entre os 45 óbitos devidos a gripe suína, coloca as grávidas num grupo de risco, assim como qualquer tipo de infecção nessa fase pode ser pior do que em outras pessoas.

Por isso:

- gestantes e mães de recém-nascidos devem ter prioridade para serem vacinadas,

- devem estar atentas aos cuidados para evitar contrair a gripe.

O QUE FAZER PARA QUE A GESTANTE TENHA UMA MELHOR RESPOSTA IMUNOLÓGICA?

- consuma alimentos nutritivos,

- tenha sono e repouso adequados,

- realize exercícios físicos em intensidades e volumes adequados.

O óleo de prímula durante a Gravidez

28-jul-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

Para combater o inchaço e aliviar a tensão, comuns na gravidez, uma gestante famosa apostou no óleo de prímula: “Tomo duas cápsulas por dia. Ele ajuda a me acalmar e a combater a retenção de líquidos”.

Consultamos nossa equipe de nutricionistas para saber quais os efeitos desse suplemento e seus benefícios ou riscos para a gestante.

“O ácido Gama linolênico não é produzido em nosso organismo e tem que vir da alimentação, o óleo de prímula (semente) tem muito deste ácido ativo e ele é muito importante nos processos antiinflamatórios e de equilí brio da hidratação.

O ácido ativa Prostraglandinas principalmente a PE1 e as PE1 que modulam inchaços, irritabilidade, hipertensão e etc.

Os alimentos fonte de GLA (Ácido Gama Linolêico) são semente de Linhaça e nozes. São ricos em ômega 6 e temos que tomar cuidado pois não podemos alterar a membrana celular entre ômega 6 e ômega 3, pois isto pode levar ao câncer.

As quantidades ou níveis de ingestão adequada (AI) de ácidos graxos essenciais foram estabelecidos pelo Institute of Medicine, por meio das Dietary Reference Intakes (DRIs), baseadas na ingestão média da população americana. Esses valores preconizados de consumo são de 17g e 12g/dia de ácido linoléico (ômega 6) e 1,6g e 1,1g/dia de ácido linolênico (ômega 3) para homens e mulheres, respectivamente. Desta forma evitamos problemas no processo inflamatório e mantemos a membrana equilibrada entre ômega 3 e 6.

Por isso tudo tem que ser calculado por um nutricionista, desta forma podemos ministrar o quanto um indivíduo pode tomar.

Para mulheres não gestantes há outro alívio, a diminuição da TPM, nada mal não???

Bom mas isso só faz efeito MESMO se for detectado a DEFICIÊNCIA do ácido”.

Por isso assim como outros suplementos tanto a gestante, quanto a mulher no pós-parto ou a mulher que deseja se preparar para engravidar que busque orientações de profissionais competentes nessa área e que entendam das necessidades da gestante.

Equipe Mais Vida Gestantes

ALEITAMENTO MATERNO E AS CRENÇAS ALIMENTARES

17-jul-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

A lactação é uma das maneiras mais eficientes de atender as necessidades nutricionais quanto a parte imunológica, psicológica e o desenvolvimento de uma criança no seu primeiro ano de vida.

A questão do aleitamento materno não é somente biológica, mas é histórica, social e psicologicamente delineada. A cultura, a crença e os tabus têm influenciado na sua prática.

A crença de muitas mulheres que amamentam (nutrizes) de não ter leite suficiente faz com que acabem oferecendo precocemente os suplementos alimentares aos bebês, interrompendo, assim, a amamentação.

As queixas de leite insuficiente levam as mães a utilizarem alimentos ou bebidas que aumentam a produção do leite materno (lactogogos), isso conforme as crenças locais e populares e que vem de geração.

Algumas pesquisas mostram alguns alimentos supostamente considerados lactogogos que podem aumentar a produção do leite: leite, líquidos, abacate, maçã, pêra, batida de frutas, sucos, leite com goiabada, doce, sopa, canja caipira, legumes, suco de laranja, brócolis, verdura de folha verde, feijão, suco de goiaba, leite com mamão, laranja, canjica, farinha de milho com leite, “malzebeer”, milho, arroz, carne e chá para lactação.

Ao analisarmos os alimentos acima citados como crendice, considerados lactogogos, verifica-se que parte deles tem fundamentação científica.

Alguns destes alimentos possuem substâncias com maior teor de glicose, proteínas, sais minerais, vitaminas e água. Esses elementos são essenciais à qualidade e à quantidade do leite a ser produzido.

A canjica, o fubá e o milho são alimentos ricos em amido, e, uma vez ingeridos, produzem açúcar (glicose) importante e necessário para produção do leite.

Outro exemplo comum é o consumo de cerveja-preta, “em dose pequena”, que dá uma sensação de relaxamento provocada pelo álcool. Para a ciência para a produção de leite é fundamental ter calma, relaxamento, conforto físico e emocional.

As pesquisas realizadas com alguns destes alimentos considerados lactogogos encontram resultados positivos que auxiliam no aumento da produção do leite, mas é de grande importância entender que não se sabe se estes alimentos pesquisados são específicos para produzir leite.

Novas pesquisas devem ser realizadas, mas a consciência de que uma alimentação rica em frutas, verduras, cereais, leguminosas, carnes, etc, é essencial para gestantes e para a mulher no pós-parto, pois esses alimentos possuem nutrientes importantes e para a formação do leite e uma boa saúde materna.

Temos que nos conscientizar quanto aos alimentos nutritivos, e desmistificar as crenças e os tabus alimentares como lactogogos e criar assim mais um suporte social e educacional para o aleitamento materno. Com essas medidas talvez seja possível diminuir o risco de desmame precoce, com base na confiança e na certeza da mulher de que pode produzir leite.

Procurar e acompanhar com um profissional de saúde para realmente conhecer os alimentos importantes no processo de lactação seria o mais recomendado.

O auxílio de uma alimentação equilibrada na prevenção da depressão durante e a gravidez e pós-parto

12-jun-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

A depressão é uma doença que pode ocorrer em qualquer pessoa e merece muita atenção e cuidado.

Às vezes, a depressão é gerada por um episódio emocional grave, como divórcio, morte de entes queridos, ou pode aparecer aparentemente por nada. Ela também pode ocorrer durante as fases de mudanças da vida como na adolescência, terceira idade, ou na gestação, principalmente no pós-parto.

Alguns estudiosos acreditam que a alimentação tem uma participação importante para evitar a depressão.


Como uma boa alimentação pode auxiliar na prevenção da depressão?

- Cuidado com o alto consumo de açucares, cafeína e álcool ao longo dos trimestres de gestação;

- Prefira alimentos que contenham baixos teores de gordura. A gordura inibe a síntese de neurotransmissores no cérebro promovendo maior probabilidade à depressão;

- Vitaminas do complexo B são importantes para aqueles que querem se manter física e emocionalmente mais saudáveis. O complexo vitamínico B é importante para produção de serotonina (que influi na regulação do humor). Muitas drogas que incluem o estrógeno podem interferir na absorção de vitamina B6. Na gestação esses hormônios estão elevados para produzir as mudanças gestacionais. Os grupos de verduras, legumes e frutas são ricos nestas vitaminas, intensifique-os na alimentação;

- Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão. O Ômega 3 é encontrado em peixes como bacalhau, salmão, arenque e em menores concentrações na soja, castanha e óleo de canola;

- Alimentos que auxiliam no tratamento da depressão: banana, verduras, frutas e peixes.

A prática de exercícios físicos bem como o apoio familiar e uma alimentação equilibrada ajudam a diminuir a ansiedade e também a combater a depressão.

USO DA VITAMINA C DURANTE A GRAVIDEZ

26-mai-09

Mirtes Stancanelli

As concentrações no sangue de vitamina C diminuem durante a gravidez em conseqüência da transferência ativa para o feto ou da perda renal aumentada.

Esta diminuição pode estar associada ao maior risco de infecções, à ruptura prematura das membranas ao parto prematuro e à eclâmpsia.

A recomendação de vitamina C na gravidez é de aproximadamente 85mg/dia. As frutas, os vegetais e as sementes são boas fontes, mas como o nutriente se perde facilmente a sua concentração em alimentos vegetais pode variar de acordo com a estação do ano, o transporte, o tempo de permanência na prateleira, a estocagem e as formas de preparo e cozimento. Por isso deve-se consumir as frutas na forma in-natura e os vegetais o mais rápido possível.

Se você consumir cinco porções de frutas e vegetais variados por dia, ocorrerá a ingestão de aproximadamente 200 a 300mg/dia de vitamina C.preg aeting

Estudos estão mostrando que a alimentação equilibrada e o consumo de certos alimentos podem ajudar na elasticidade, hidratação e firmeza da pele, reduzindo o surgimento de rugas, manchas senis e estrias, este último com surgimento muito comum na gravidez.

Algumas outras funções são importantes: é essencial na formação do colágeno e proteínas que é importante para o crescimento e reparo dos tecidos do corpo, é indispensável para o metabolismo de absorção do ferro e da formação de hemoglobina (glóbulos vermelhos do sangue), combate o estresse e evita a formação de nitrosaminas (substâncias que podem causar câncer no aparelho digestivo), tem função antioxidante e fortalece o sistema imunológico.

Mas cuidado pois o excesso também tem seus efeitos colaterais como diarréia e pedras nos rins. Pelo fato de aumentar a ingestão de ferro, doses muito altas podem levar a um excesso de ferro intoxicando o organismo.

Acompanhamento Nutricional durante a Gravidez

O método Mais Vida Gestantes oferece uma equipe de nutricionistas especialistas no atendimento nutricional durante a gravidez.

SERVIÇOS: Atendimento Nutricional em consultório e  Home Care (Personal Diet) para mulheres que desejam engravidar, Gestantes e mulheres no Pós-parto.

Contato: gizele@metodomaisvida.com.br / Fones: (11) 7871.41.62 – 2867.33.07.

O uso de adoçantes na gestação

26-abr-09

Mirtes Stancanelli

Os adoçantes hoje fazem parte do dia-a-dia de muitas mulheres, mas a gestante pode continuar a fazer uso deles? As substâncias sacarina e ciclamato já são proibidas em alguns países. A primeira não pode ser usada no Canadá e a segunda nos Estados Unidos. Alguns testes feitos em camundongos resultaram em câncer na bexiga dos animais. Não é comprovado o risco em seres humanos, mas os estudos com animais incentivaram a proibição dos adoçantes em alguns países e sua restrição no Brasil.

A preocupação está no uso excessivo, de forma indiscriminada que é muito comum, principalmente para quem deseja manter o peso. Uma série de produtos do nosso dia-a-dia contém edulcorantes, como os alimentos diet e light.

Adoçantes à base de:

- SACARINA – deve ser restrita por se mostrar permeável à placenta, isto é, ela passa na placenta chegando ao feto, e é pouco excretada pelo feto. O aumento deste produto está associado com tumores malignos e prejuízo no crescimento de crianças.

- CICLAMATO – algumas evidências mostram se relacionar com um menor ganho de peso fetal.

A tabela abaixo refere-se a quantidade limite para o uso dos diferentes edulcorantes. Cuidado com as quantidades, leia com atenção os rótulos dos alimentos!

LIMITES PERMITIDOS
Fonte: Organização Mundial da Saúde

Edulcorante

Limite (mg/kg)

Acessulfame-K

15

Aspartame

40

Ciclamato

11

Frutose

não existe limite

Sacarina

5

Estévia

5,5

Sucralose

15

Xylitol, Manitol, Sorbitol

15

Alitame

1

Glocosídeos de Esteviol

2

Neotame (ainda não aprovado no Brasil)

2

Referências

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

American Dietetic Association.