Conteúdos sobre Nutrição e Gravidez

Adolescentes – Grávidas e Mal Alimentadas

05-out-09

Grupo Stancanelli

FONTE: Agência FAPESP - Divulgação em 27/05/2009

Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontou que cerca de 80% das adolescentes grávidas se alimentam de maneira inadequada durante a gestação. A pesquisa, feita no Ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos,
indicou também que apenas 10% conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.

O levantamento foi feito com 200 adolescentes gestantes, com até 17 anos, atendidas no ambulatório no primeiro trimestre deste ano. Entre os problemas, o principal é a ingestão excessiva de alimentos altamente calóricos e com grande teor de sódio. Os que lideram a lista dos mais consumidos pelas jovens na gestação são os salgadinhos
industrializados, bolachas doces recheadas, hambúrguer, macarrão instantâneo, chocolate, sucos de saquinho e batata frita.

Esses problemas alimentares são prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê. “Consumir comidas assim durante a gestação provoca alterações sérias nos níveis de glicemia da mãe, além de causar pressão alta. E para o bebê, o sofrimento é inevitável, interferindo
até mesmo na sua formação e no ganho de peso” .

A Secretaria da Saúde destaca que durante a gestação é fundamental ter uma alimentação equilibrada e ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, legumes e fontes de ferro e ácido fólico, como o feijão. Beber bastante água também é fundamental nesse período.

Para ter uma gestação saudável, é importante evitar alimentos gordurosos como frituras, embutidos, doces em
excesso e grande quantidade de carboidratos. Eles elevam os níveis de glicemia do corpo e podem ocasionar pressão alta na mãe.

Saiba mais sobre o assunto com o Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual: www.gtpos.org.br.

Vitaminas importantes na gestação – vitamina B

02-out-09

Grupo Stancanelli - 

 

É também conhecida como a vitamina vermelha e também como cianocobalamina, sendo a única vitamina que contém elementos minerais essenciais.

Não é bem assimilada pelo estômago. Precisa ser associada ao cálcio durante a absorção para beneficiar adequadamente o organismo. Uma dieta baixa em vitamina B1 e alta em ácido fólico (como a vegetariana) freqüentemente mascara uma deficiência em vitamina B12.

Os sintomas de deficiência em B12 podem levar mais de cinco anos para aparecer após esgotadas as reservas do organismo.

Benefícios

- Forma e regenera células vermelhas do sangue, prevenindo a anemia.

- Promove o crescimento e estimula o apetite das crianças.

- Aumenta a energia.

- Mantém o sistema nervoso saudável.

- Utiliza adequadamente as gorduras, carboidratos e proteínas.

- Ameniza a irritabilidade.

- Aumenta a capacidade de concentração, memória e equilíbrio.


Doenças causadas pela deficiência
Anemia perniciosa – Lesão cerebral.


Fontes Naturais

Fígado, carne bovina e suína, ovo, leite, queijo, rim.

Recomendação Pessoal

Há algumas condições em que se manifestam baixos níveis de vitamina B12. A gestação e o vegetarianismo são exemplos.

Se você é vegetariana e exclui ovos e lacticínios da sua alimentação, necessita de suplementação de vitamina B12.

Associada ao ácido fólico, a vitamina B12 pode ser um revitalizador eficiente.

Grandes consumidores de proteínas também devem tomar doses extras desta vitamina, que funciona sinergicamente com quase todas as outras vitaminas B, da mesma forma que com as vitaminas A, E e C.

Para as mulheres, a vitamina B12 pode ser útil, como parte integrante do complexo B, um pouco antes e durante a menstruação.

Na Gestação

O Ferro e a vitamina B12 têm fundamental importância participando de reações indispensáveis à formação de novos tecidos.

O diagnóstico pré-natal pode ser realizado a partir da 11a semana de gravidez e principalmente no início do segundo trimestre.

Importância da Vitamina A na Gestação

25-set-09

Grupo Stancanelli

Importância da Vitamina A na Gestação

A vitamina A necessita de gorduras e minerais para ser adequadamente absorvida pelo aparelho
digestivo. Como pode ser armazenada no organismo, não precisa ser fornecida diariamente.


Benefícios da Vitamina A na Gestação

· Combate a cegueira noturna, a vista fraca e auxilia no tratamento de diversos problemas visuais (permite a formação de púrpura visual no olho).

· Cria resistência às infecções respiratórias.

· Encurta a duração das enfermidades.

· Mantém saudáveis as camadas externas de nossos tecidos e órgãos.

· Ajuda a remover as manchas da velhice.

· Propicia o crescimento, ossos fortes e pele, cabelo, dentes e gengivas saudáveis.

· Auxilia no tratamento da acne, impetigo e furúnculos

Doença causada pela deficiência de Vitamina A

- Cegueira noturna;

- Ressecamento da esclera (parte branca) e córnea dos olhos, podendo levar à cegueira;
- Inflamação da pele (dermatite);
- Endurecimento das membranas mucosas dos trato respiratório, gastrointestinal e geniturinário;
- Risco de infecções e morte.

Fontes Naturais de Vitamina A

vitamina A é encontrada em alimentos de origem animal (leite, ovos, fígado). Os vegetais folhosos verde-escuros, vegetais e frutas amarelo-alaranjados possuem carotenóides que são convertidos em vitamina A pelo organismo.


Diabetes Gestacional

07-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diabetes Gestacional significa que a mulher durante a gravidez começa a apresentar elevadas taxas de glicose (açúcar) no sangue.

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose (ou açúcar no sangue). A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.


No Brasil, a prevalência do diabetes gestacional é de 7,6%, sendo considerado um problema de saúde pública.

Uma vez que tenha aparecido, o diabetes gestacional dura até o final da gravidez. Na maioria das mulheres, o problema se resolve quando a gravidez termina, mas as mulheres que tiveram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2 com o passar do tempo.

PORQUE A PODE DESENVOLVER O DIABETES GESTACIONAL?

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz alguns hormônios em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam uma dificuldade (resistência) à ação da insulina no organismo materno.

Na maioria das mulheres, o pâncreas reage a esta situação produzindo insulina adicional o bastante para superar a resistência à insulina. Em mulheres com Diabetes Gestacional, a insulina extra não é produzida o suficiente e o açúcar não pode ser processado corretamente pelo corpo. Dessa forma a glicose se acumula na circulação sangüínea.

À medida que o feto cresce, maiores quantidades dos hormônios que interferem com a insulina são produzidas. Por isto, o Diabetes Gestacional normalmente começa no último trimestre de gravidez.

SINTOMAS DO DIABETES GESTACIONAL:

Algumas mulheres grávidas com Diabetes Gestacional podem apresentar os seguinte sintomas: sede aumentada, diurese mais freqüente (urina aumentada), perda de peso, apesar do apetite elevado, cansaço, náuseas ou vômitos, infecções por fungos (candidíase vaginal, por exemplo), visão turva.

Porém, algumas mulheres não têm nenhum sintoma detectável, razão pela qual o médico dever pedir os exames para o diabetes na rotina do pré-natal.

FATORES DE RISCO DO DIABETES GESTACIONAL:

- mulheres que estão acima do peso durante a gravidez têm um risco mais alto da doença, e o controle cuidadoso do peso antes da gravidez pode reduzir esse risco.

- mulheres que já tiveram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver novamente nas próximas gravidezes. Após a gravidez elas também terão um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2, devendo medir seu açúcar no sangue regularmente, até mesmo depois que a gravidez terminou.

PREVENÇÃO DO DIABETES GESTACIONAL:

O exercício físico regular é um forte aliado no controle e na prevenção do diabetes gestacional.

A consulta a um nutricionista para montar um plano de dieta e o monitoramento dos níveis de glicose no sangue pode auxiliar nesse controle. Se isso não ocorrer, o médico irá prescrever insulina.

* As complicações que Diabetes Gestacional apresenta podem ser prevenidas controlando cuidadosamente o açúcar no sangue. A mulher deve ser vista frequentemente pelo seu obstetra ao longo de sua gravidez nas consultas pré-natais.

O sistema imunológico na Gravidez – Gripe Suína

30-jul-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

A gestante está mais propensa a infecções porque sua imunidade diminui. Isso ocorre porque seu sistema imunológico fica menos ativo nesse período.

O sistema imune é definido como um mecanismo de defesa do organismo para combater doenças e infecções.  Ele é volátil e pode ser influenciada por vários fatores: nossos hábitos de vida, estresse, fadiga mental, deficiências alimentares, luto e gravidez.

Durante a gestação ocorrem muitas mudanças fisiológicas no corpo da mulher, por isso com o sistema imunológico não é diferente. A atividade desse sistema é suprimida durante a gravidez, caso contrário, o bebê pode ser rejeitado por seu corpo sendo identificado como um objeto estranho.

Como ele funciona como um mecanismo de defesa, pode atacar qualquer coisa que reconhece como um objeto estranho e uma vez que o bebê no útero da mãe contém os genes do pai, o corpo da mulher pode reconhecê-lo como um órgão externo.

À medida que a gestação evolui, o embrião em desenvolvimento fica isolado num ambiente semi-permeável. A organização anatômica da interface materno-fetal parece ser essencial para a evolução saudável da gravidez.

Essa queda pode fazer com que a mulher grávida fique mais propensa a infecções e doenças que podem ter implicações sobre a sua própria saúde, bem como para o desenvolvimento fetal.

Estudos têm relatado que uma das principais causas de parto prematuro são as infecções. Então, a gestante deve tomar os cuidados necessários para preservação da sua saúde. Seguem algumas infecções comuns no período gestacional:

- infecções urinária e vaginal: são as mais comuns: a secreção vaginal varia com a alteração hormonal e a queda do sistema de defesa. É ainda possível contaminação por urina e fezes. Os cuidados, além da higiene básica, incluem beber bastante líquido, usar sabonete íntimo e, quando na praia ou piscina, não ficar com o biquíni molhado por muito tempo.

- infecção do líquido amniótico: apesar de não ser muito comume, studos têm demostrado que infecções não reconhecidas do líquido amniótico podem ser uma das principais causas do parto prematuro. Ela ocorre pelo canal vaginal e existem microorganismos que conseguem se infiltrar na bolsa amniótica sem rompê-la. O líquido amniótico é um fluido que envolve o embrião, preenchendo a bolsa que protege o bebê de choques térmicos durante a gestação. Testes de urina e sangue no início da gestação podem confirmar se a gestante está livre desses microorganismos.

A GRAVIDEZ E A GRIPE H1N1 (GRIPE SUíNA)
Devido a queda da imunidade que ocorre durante a gestação, grávidas com gripe suína têm 4 vezes mais chances de serem hospitalizadas.

Baseado em pesquisas realizada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC nos Estados Unidos), onde a morte de seis grávidas entre os 45 óbitos devidos a gripe suína, coloca as grávidas num grupo de risco, assim como qualquer tipo de infecção nessa fase pode ser pior do que em outras pessoas.

Por isso:

- gestantes e mães de recém-nascidos devem ter prioridade para serem vacinadas,

- devem estar atentas aos cuidados para evitar contrair a gripe.

O QUE FAZER PARA QUE A GESTANTE TENHA UMA MELHOR RESPOSTA IMUNOLÓGICA?

- consuma alimentos nutritivos,

- tenha sono e repouso adequados,

- realize exercícios físicos em intensidades e volumes adequados.

O óleo de prímula durante a Gravidez

28-jul-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

Para combater o inchaço e aliviar a tensão, comuns na gravidez, uma gestante famosa apostou no óleo de prímula: “Tomo duas cápsulas por dia. Ele ajuda a me acalmar e a combater a retenção de líquidos”.

Consultamos nossa equipe de nutricionistas para saber quais os efeitos desse suplemento e seus benefícios ou riscos para a gestante.

“O ácido Gama linolênico não é produzido em nosso organismo e tem que vir da alimentação, o óleo de prímula (semente) tem muito deste ácido ativo e ele é muito importante nos processos antiinflamatórios e de equilí brio da hidratação.

O ácido ativa Prostraglandinas principalmente a PE1 e as PE1 que modulam inchaços, irritabilidade, hipertensão e etc.

Os alimentos fonte de GLA (Ácido Gama Linolêico) são semente de Linhaça e nozes. São ricos em ômega 6 e temos que tomar cuidado pois não podemos alterar a membrana celular entre ômega 6 e ômega 3, pois isto pode levar ao câncer.

As quantidades ou níveis de ingestão adequada (AI) de ácidos graxos essenciais foram estabelecidos pelo Institute of Medicine, por meio das Dietary Reference Intakes (DRIs), baseadas na ingestão média da população americana. Esses valores preconizados de consumo são de 17g e 12g/dia de ácido linoléico (ômega 6) e 1,6g e 1,1g/dia de ácido linolênico (ômega 3) para homens e mulheres, respectivamente. Desta forma evitamos problemas no processo inflamatório e mantemos a membrana equilibrada entre ômega 3 e 6.

Por isso tudo tem que ser calculado por um nutricionista, desta forma podemos ministrar o quanto um indivíduo pode tomar.

Para mulheres não gestantes há outro alívio, a diminuição da TPM, nada mal não???

Bom mas isso só faz efeito MESMO se for detectado a DEFICIÊNCIA do ácido”.

Por isso assim como outros suplementos tanto a gestante, quanto a mulher no pós-parto ou a mulher que deseja se preparar para engravidar que busque orientações de profissionais competentes nessa área e que entendam das necessidades da gestante.

Equipe Mais Vida Gestantes

ALEITAMENTO MATERNO E AS CRENÇAS ALIMENTARES

17-jul-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

A lactação é uma das maneiras mais eficientes de atender as necessidades nutricionais quanto a parte imunológica, psicológica e o desenvolvimento de uma criança no seu primeiro ano de vida.

A questão do aleitamento materno não é somente biológica, mas é histórica, social e psicologicamente delineada. A cultura, a crença e os tabus têm influenciado na sua prática.

A crença de muitas mulheres que amamentam (nutrizes) de não ter leite suficiente faz com que acabem oferecendo precocemente os suplementos alimentares aos bebês, interrompendo, assim, a amamentação.

As queixas de leite insuficiente levam as mães a utilizarem alimentos ou bebidas que aumentam a produção do leite materno (lactogogos), isso conforme as crenças locais e populares e que vem de geração.

Algumas pesquisas mostram alguns alimentos supostamente considerados lactogogos que podem aumentar a produção do leite: leite, líquidos, abacate, maçã, pêra, batida de frutas, sucos, leite com goiabada, doce, sopa, canja caipira, legumes, suco de laranja, brócolis, verdura de folha verde, feijão, suco de goiaba, leite com mamão, laranja, canjica, farinha de milho com leite, “malzebeer”, milho, arroz, carne e chá para lactação.

Ao analisarmos os alimentos acima citados como crendice, considerados lactogogos, verifica-se que parte deles tem fundamentação científica.

Alguns destes alimentos possuem substâncias com maior teor de glicose, proteínas, sais minerais, vitaminas e água. Esses elementos são essenciais à qualidade e à quantidade do leite a ser produzido.

A canjica, o fubá e o milho são alimentos ricos em amido, e, uma vez ingeridos, produzem açúcar (glicose) importante e necessário para produção do leite.

Outro exemplo comum é o consumo de cerveja-preta, “em dose pequena”, que dá uma sensação de relaxamento provocada pelo álcool. Para a ciência para a produção de leite é fundamental ter calma, relaxamento, conforto físico e emocional.

As pesquisas realizadas com alguns destes alimentos considerados lactogogos encontram resultados positivos que auxiliam no aumento da produção do leite, mas é de grande importância entender que não se sabe se estes alimentos pesquisados são específicos para produzir leite.

Novas pesquisas devem ser realizadas, mas a consciência de que uma alimentação rica em frutas, verduras, cereais, leguminosas, carnes, etc, é essencial para gestantes e para a mulher no pós-parto, pois esses alimentos possuem nutrientes importantes e para a formação do leite e uma boa saúde materna.

Temos que nos conscientizar quanto aos alimentos nutritivos, e desmistificar as crenças e os tabus alimentares como lactogogos e criar assim mais um suporte social e educacional para o aleitamento materno. Com essas medidas talvez seja possível diminuir o risco de desmame precoce, com base na confiança e na certeza da mulher de que pode produzir leite.

Procurar e acompanhar com um profissional de saúde para realmente conhecer os alimentos importantes no processo de lactação seria o mais recomendado.

Alimentação na gravidez e prevenção da depressão no pós parto

12-jun-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

Estudos tem mostrado que uma boa alimentação na gravidez pode prevenir a depressão no pós-parto.

A depressão é uma doença que pode ocorrer em qualquer pessoa e merece muita atenção e cuidado.

Às vezes, a depressão é gerada por um episódio emocional grave, como divórcio, morte de entes queridos, ou pode aparecer aparentemente por nada. Ela também pode ocorrer durante as fases de mudanças da vida como na adolescência, terceira idade, ou na gestação, principalmente no pós-parto.

Alguns estudiosos acreditam que a alimentação tem uma participação importante para evitar a depressão.


Como uma boa alimentação na gravidez pode auxiliar na prevenção da depressão?

- Cuidado com o alto consumo de açucares, cafeína e álcool ao longo dos trimestres de gestação;

- Prefira alimentos que contenham baixos teores de gordura. A gordura inibe a síntese de neurotransmissores no cérebro promovendo maior probabilidade à depressão;

- Vitaminas do complexo B são importantes para aqueles que querem se manter física e emocionalmente mais saudáveis. O complexo vitamínico B é importante para produção de serotonina (que influi na regulação do humor). Muitas drogas que incluem o estrógeno podem interferir na absorção de vitamina B6. Na gestação esses hormônios estão elevados para produzir as mudanças gestacionais. Os grupos de verduras, legumes e frutas são ricos nestas vitaminas, intensifique-os na alimentação;

- Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão. O Ômega 3 é encontrado em peixes como bacalhau, salmão, arenque e em menores concentrações na soja, castanha e óleo de canola;

- Alimentos que auxiliam no tratamento da depressão: banana, verduras, frutas e peixes.

A prática de exercícios físicos bem como o apoio familiar e uma alimentação equilibrada ajudam a diminuir a ansiedade e também a combater a depressão.

USO DA VITAMINA C DURANTE A GRAVIDEZ

26-mai-09

Nutricionista Mirtes Stancanelli (Doutorado pela UNICAMP)

O uso da vitamina C durante a gravidez deve seguir alguns cuidados.

As concentrações no sangue de vitamina C durante a gravidez diminuem em conseqüência da transferência ativa para o feto ou de uma perda renal aumentada.

Esta diminuição pode estar associada ao maior risco de infecções, à ruptura prematura das membranas ao parto prematuro e à eclâmpsia.

A recomendação de vitamina C na gravidez é de aproximadamente 85mg/dia. As frutas, os vegetais e as sementes são boas fontes, mas como o nutriente se perde facilmente a sua concentração em alimentos vegetais pode variar de acordo com a estação do ano, o transporte, o tempo de permanência na prateleira, a estocagem e as formas de preparo e cozimento. Por isso deve-se consumir as frutas na forma in-natura e os vegetais o mais rápido possível.

Se você consumir cinco porções de frutas e vegetais variados por dia, ocorrerá a ingestão de aproximadamente 200 a 300mg/dia de vitamina C.preg aeting

Estudos estão mostrando que a alimentação equilibrada e o consumo de certos alimentos podem ajudar na elasticidade, hidratação e firmeza da pele, reduzindo o surgimento de rugas, manchas senis e estrias, este último com surgimento muito comum na gravidez.

Algumas outras funções são importantes: é essencial na formação do colágeno e proteínas que é importante para o crescimento e reparo dos tecidos do corpo, é indispensável para o metabolismo de absorção do ferro e da formação de hemoglobina (glóbulos vermelhos do sangue), combate o estresse e evita a formação de nitrosaminas (substâncias que podem causar câncer no aparelho digestivo), tem função antioxidante e fortalece o sistema imunológico.

Mas cuidado pois o excesso também tem seus efeitos colaterais como diarréia e pedras nos rins. Pelo fato de aumentar a ingestão de ferro, doses muito altas podem levar a um excesso de ferro intoxicando o organismo.

GRAVIDEZ EM FORMA!

É interessante você analisar em sua alimentação se você está inserindo alimentos que contém esse nutriente, assim como outros também.

Para informações do como ter uma alimentação saudável cadastre-se no site www.gravidezemforma.com.br e receba as dicas que a personal gestante Gizele Monteiro elaborou especialmente para sua gravidez.

***Se você não tem uma alimentação adequada procure ajuda de uma nutricionista especializada no atendimento à gestantes. NÃO use vitamina C durante a gravidez sem orientação do seu médico ou nutricionista.

Informações e Contato: gizele@metodomaisvida.com.br | Fone: (11) 9 9651.8909.

O uso de adoçantes na gestação

26-abr-09

Mirtes Stancanelli

es Alguns testes feitos em camundongos resultaram em câncer na bexiga dos animais. Não é comprovado o risco em seres humanos, mas os estudos com animais incentivaram a proibição dos adoçantes em alguns países e sua restrição no Brasil.

Adoçante na gestação

Adoçante na gestação

A preocupação está no uso excessivo, de forma indiscriminada que é muito comum, principalmente para quem deseja manter o peso. Uma série de produtos do nosso dia-a-dia contém edulcorantes, como os alimentos diet e light.

Adoçantes à base de:

- SACARINA – deve ser restrita por se mostrar permeável à placenta, isto é, ela passa na placenta chegando ao feto, e é pouco excretada pelo feto. O aumento deste produto está associado com tumores malignos e prejuízo no crescimento de crianças.

- CICLAMATO – algumas evidências mostram se relacionar com um menor ganho de peso fetal.

A tabela abaixo refere-se a quantidade limite para o uso dos diferentes edulcorantes. Cuidado com as quantidades, leia com atenção os rótulos dos alimentos!

LIMITES PERMITIDOS
Fonte: Organização Mundial da Saúde

Edulcorante

Limite (mg/kg)

Acessulfame-K

15

Aspartame

40

Ciclamato

11

Frutose

não existe limite

Sacarina

5

Estévia

5,5

Sucralose

15

Xylitol, Manitol, Sorbitol

15

Alitame

1

Glocosídeos de Esteviol

2

Neotame (ainda não aprovado no Brasil)

2

Antes do uso de qualquer adoçante converse com seu médico e peça orientação profissional.

Referências

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

American Dietetic Association.