Conteúdos sobre Hipertensão na Gravidez

Hipertensão na Gravidez – Cientistas descobrem a causa

14-out-10

0,,16058446,00Cientistas descobriram um mecanismo que aumenta a pressão arterial em pré-eclâmpsia, uma condição que pode levar à morte durante a gravidez. A descoberta ainda pode ajudar a desenvolver novos medicamentos para a hipertensão.

Pesquisadores das universidades britânicas Cambridge e Nottingham decifraram o primeiro passo do processo principal que controla a pressão arterial –a liberação de um hormônio chamado angiotensina, desde a sua fonte proteica, o angiotensinogênio.

“Embora tenhamos focado principalmente na pré-eclâmpsia, a pesquisa também abre novas pistas para futuras investigações sobre as causas da hipertensão arterial em geral”, disse Zhou Aiwu da Universidade de Cambridge, cujo trabalho foi publicado na revista “Nature”.

Especialistas estimam que o custo do tratamento de mulheres grávidas com pré-eclâmpsia é de US $ 45 bilhões por ano nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 75.000 mulheres morrem a cada ano devido à condição.

Se as mães e seus bebês sobrevivem, as mulheres correm um maior risco de sofrer pressão alta, doença cardíaca, derrame e diabetes. Os bebês geralmente nascem prematuros e podem sofrer complicações mais tarde na vida.

A hipertensão é classificada como o maior fator de risco para as causas de morte no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

As drogas usadas atualmente para tratar a pressão arterial elevada incluem inibidores que bloqueiam a produção de angiotensina, ou bloqueadores dos receptores da angiotensina, que impedem o efeito da angiotensina no corpo após sua liberação.

Robin Carrell, que liderou o projeto de pesquisa por 20 anos, disse que esses tipos de drogas geralmente funcionam bem no tratamento da hipertensão padrão, mas não podem ser administrados a mulheres grávidas, uma vez que representam um risco para o desenvolvimento do bebê.

Para o estudo, os cientistas usaram um feixe de raio-X intenso para analisar a estrutura do angiotensinogênio e descobriram que ele pode ser oxidado e se transforma numa enzima chamada renina. Em seguida, a renina interage com a proteína para liberar o hormônio angiotensina, que por sua vez aumenta a pressão arterial.

Os investigadores de Nottingham testaram os resultados de laboratório em análises de amostras de sangue de mulheres com pré-eclâmpsia e pessoas com pressão arterial normal. Eles verificaram que a quantidade de angiotensinogênio oxidado –e, portanto, mais ativo– foi maior em mulheres com pré-eclâmpsia.

Carrel disse que a primeira etapa do trabalho ajudou a explicar por que a pressão arterial elevada, por vezes, ocorre na gravidez quando o corpo reajusta para a necessidade de oxigênio do feto.

 

Referência:

Aiwu Zhou, Robin W. Carrell, Michael P. Murphy, Zhenquan Wei, Yahui Yan, Peter L. D. Stanley, Penelope E. Stein, Fiona Broughton Pipkin & Randy J. Read. A redox switch in angiotensinogen modulates angiotensin release

Pré-eclâmpsia – Riscos para a Gestação

03-ago-10

Pré-eclâmpsia mata ao menos duas gestantes por dia no Brasil

 

No Brasil, a hipertensão arterial na gravidez constitue a primeira causa de morte materna. Estudo recente apontou que, nas capitais brasileiras, os transtornos hipertensivos lideram as causas deste tipo de morte, representando em torno de 25% dos óbitos maternos investigados (Laurenti et al, 2004). 

 

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil – ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass.

“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico.

As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança. A enfermidade é caracterizada por pressão alta e perda de proteínas pela urina, consequência de falhas na filtragem que é feita pelos rins. Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, apenas que se trata de uma espécie de reação exagerada do organismo da mulher ao feto.

A propensão é maior entre gestantes hipertensas, com excesso de peso e cujas mães tiveram o problema.

Após iniciado o processo inflamatório, há risco de complicações como falência renal, insuficiência hepática, convulsões (eclâmpsia) e acidente vascular cerebral. Vale destacar que nem todo aumento de pressão na gravidez é sinônimo de pré-eclâmpsia. Evolução silenciosa, Sass esclarece que a doença começa assim que o embrião chega ao útero, mas os sintomas só começam a aparecer a partir da 20ª semana de gestação. Algumas mulheres apresentam sinais de que a pressão aumentou, como dor de cabeça, tontura e visão borrada. Muitas também apresentam inchaço e ganho de peso repentino, decorrente da retenção de líquido, mas não levam os sintomas a sério por achar que fazem parte da gravidez. “É uma doença silenciosa, por isso é tão preocupante”, comenta.

Em geral, a pré-eclâmpsia é controlada com medidas paliativas, como o uso de medicamentos para baixar a pressão e evitar convulsões. Em alguns casos, também é indicada a aplicação de corticoide para melhorar o desenvolvimento do bebê. O problema, segundo o médico, é que muitas mulheres chegam ao hospital com os sintomas em estágio avançado e, nesses casos, a única alternativa é afastar da mulher o foco da inflamação, que é a placenta, imediatamente. Em outras palavras: é preciso antecipar o parto para evitar a morte da mãe e/ou do bebê.

Exames:

Atualmente, o diagnóstico da pré-eclâmpsia é clínico (feito em consultório) e confirmado por exames que detectam a presença de proteínas na urina. A investigação da existência de marcadores no sangue que podem facilitar a detecção de alterações na placenta antes que os sintomas físicos da doença apareçam é tema de simpósio.

Como não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, Sass ressalta que a gestante deve ficar atenta a qualquer sintoma diferente e relatar ao profissional que a acompanha. “Na dúvida, é melhor procurar o médico logo do que esperar pela consulta seguinte do pré-natal”.

 

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/07/16/pre-eclampsia-mata-ao-menos-duas-gestantes-por-dia-no-brasil.jhtm

Referência Bibliográfica:

Laurenti R, Jorge MHPM, Gotlieb SLD. A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas características e estimativa de um fator de ajuste. Rev Bras Epidemiol. 2004;7(4):449-60..

Hipertensão durante a Gravidez – saiba mais!

20-jul-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

Hipertensão durante a Gravidez – saiba mais!

Os perigos da hipertensão na gravidez preocupam médicos que destacam a importância do pré-natal. Afinal, essa doença pode causar graves complicações para a mãe e a criança.

Veja mais detalhes na matéria no vídeo abaixo:

O exercícios físico bem orientado durante a gravidez pode auxiliar na prevenção da hipertesnão gestacional.

Se há a liberação do médico e o exercício for orientado por um profissional que entenda de exercícios durante a gravidez e também de hipertensão, a gestante poderá se beneficiar dos efeitos do exercício bem orientado.

O Mais Vida Gestantes tem profissionais qualificados para esse atendimento.

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