Conteúdos sobre dieta na gravidez

O uso de adoçantes na Gravidez

18-jul-12

Por Dra. Mirtes Stancanelli – Nutricionista

O uso de adoçantes na Gravidez

Os adoçantes hoje fazem parte do dia-a-dia de muitas mulheres, mas será que seu uso deve continuar durante a gravidez?

As substâncias sacarina e ciclamato já são proibidas em alguns países. A primeira não pode ser usada no Canadá e a segunda nos Estados Unidos. Alguns testes feitos em camundongos resultaram em câncer na bexiga dos animais. Não é comprovado o risco em seres humanos, mas os estudos com animais incentivaram a proibição dos adoçantes em alguns países e sua restrição no Brasil.

A preocupação está no uso excessivo, de forma indiscriminada que é muito comum, principalmente para quem deseja manter o peso. Uma série de produtos do nosso dia-a-dia contém edulcorantes, como os alimentos diet e light.

Adoçantes à base de:

- SACARINA - deve ser restrita por se mostrar permeável à placenta, isto é, ela passa na placenta chegando ao feto, e é pouco excretada pelo feto. O aumento deste produto está associado com tumores malignos e prejuízo no crescimento de crianças.

- CICLAMATO – algumas evidências mostram se relacionar com um menor ganho de peso fetal.

A tabela abaixo refere-se a quantidade limite para o uso dos diferentes edulcorantes. Cuidado com as quantidades, leia com atenção os rótulos dos alimentos!

LIMITES PERMITIDOS
Fonte: Organização Mundial da Saúde
Edulcorante Limite (mg/kg)
Acessulfame-K 15
Aspartame 40
Ciclamato 11
Frutose não existe limite
Sacarina 5
Estévia 5,5
Sucralose 15
Xylitol, Manitol, Sorbitol 15
Alitame 1
Glocosídeos de Esteviol 2
Neotame (ainda não aprovado no Brasil) 2

A melhor orientação é uma alimentação saudável na gravidez. Se a dieta na gravidez estiver adequada o uso de adoçantes poderá ser cortado.

Referências

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

American Dietetic Association.

Dieta para Gestantes

27-jun-12

Por Gizele Monteiro

A qualidade da dieta para as gestantes tem grande importância para a saúde da mãe e do bebê. Quando falamos em dieta, nos referimos a qualidade de alimentação e não uma restrição alimentar. Espero neste post contribuir com informações para a gestante ter uma melhor qualidade alimentar.

Sempre orientamos a buscar uma orientação nutricional especializada para esse momento.

Será que a gestante precisa comer por dois?

É um mito a gestante precisar comer por dois! Tem sido dito muitas vezes que uma gestante deve comer por duas pessoas, ela e seu bebê, mas isso não é verdade.

A verdade é que durante a gravidez a mulher tem de fornecer uma boa nutrição para dois – ela e seu bebê. O bebê recebe todo o alimento para ter um crescimento saudável através de sua mãe pelo cordão umbilical, por isso a dieta materna é muito importante. Se a mãe é desprovida de vitaminas e nutrientes seu bebê não receberá o que é necessário.

Se uma mulher já teve problemas para manter seu peso para cima ou para baixo antes da gravidez, ela deve fazer um plano nutricional, com a ajuda de seu médico e de uma nutricionista especializada.

Quanta energia uma gestante precisa?

  • Uma mulher que não está grávida precisa de cerca de 2100 calorias por dia.
  • Uma mulher grávida precisa de cerca de 2500 calorias por dia (valores que mudam nos trimestres).
  • A mulher que amamenta precisa de aproximadamente 3000 calorias por dia.
  • Calorias são às vezes chamadas Kilocalorias ou Kcal.

Que tipo de alimento a gestante deve comer?

Uma dieta bem equilibrada deve conter todos os grupos de alimentos: produtos lácteos, frutas, legumes, peixe, carne, ovos, gordura e carboidratos. Uma gestante precisa comer alguma coisa de todos estes grupos de alimentos todos os dias, a fim de obter as quantidades adequadas de energia.

  • Aproximadamente 10% das calorias devem vir das proteínas. A proteína é encontrada principalmente em carnes, peixes, ovos, laticínios e grãos.
  • Aproximadamente 35% das calorias devem vir da gordura, que é encontrada principalmente na manteiga, óleos, margarinas, produtos lácteos e nozes.
  • Aproximadamente 55% das calorias devem vir de carboidratos, que são encontrados em pães, massas, batatas, produtos de grãos de milho, arroz e outros.

Paladar na Gestação

06-abr-10
Por Gizele Monteiro – Personal Gestante

A mudança do paladar na gestação é algo bem comum. Vários alimentos amados passam a ser desconsiderados e vários odiados passam a ser consumidos.

Grávidas trocam chocolate por limão, diz obstetra

FABIANA SERAGUSA
colaboração para a Folha Online

Patrícia Ribeiro era daquelas chocólatras de carteirinha, que não deixava de comer ao menos um pedacinho de doce por dia. Quando estava grávida de Alice, hoje com dois anos, ela enjoou de chocolate e passou a incluir jiló, mostarda e limão em sua lista de “necessidades” diárias.

SXC
Grávidas sentem desejo de comer limão, por conta da produção hormonal
Grávidas sentem desejo de comer limão, em razão dos hormônios do período gestacional

Karen Santana também sentiu muita vontade de comer tudo com mostarda durante a gravidez, mas garante que sempre odiou o condimento. O ginecologista e obstetra José Bento de Souza diz que alimentos ácidos e azedos são os preferidos das mamães, e que o grande campeão é a vontade de chupar limão. “Os alimentos ácidos melhoram a sialorreia (aumento da secreção salivar) e diminuem a náusea”, explica.

Segundo o médico, possíveis edemas encontrados nas papilas gustativas –responsáveis pela distinção do sabor dos alimentos– contribuem para estas vontades recorrentes.

Enquanto uns acham que os desejos das grávidas são apenas “frescura”, outros acreditam que realmente há uma explicação científica. O especialista conta que “a medicina não conhece todas as respostas hormonais do corpo humano”, mas que, “muito provavelmente, a gestação provoca mudanças nos hábitos alimentares, por conta da alta produção hormonal”. Até porque 100% de suas pacientes relatam essa alteração.

Mas não é só de limão e mostarda que vivem as grávidas. Thaysa Araújo, por exemplo, ficou louca por Fanta –mas diz que antes também não gostava nada, nada. Carolina Mendes odiava ovo, mas chegou a comer uma caixa inteira em uma semana. E Priscila Bastos não passava um dia sem se esbaldar com pratos fartos de escarolas e espinafres.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u715834.shtml