Conteúdos sobre Diabetes Gestacional

Diabetes dobra chance de depressão pós-parto

18-ago-10

Diabetes dobra chance de depressão pós-parto, indica estudo

Por: FLÁVIA MANTOVANI - Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u530386.shtml

Gestações de mulheres diabéticas podem ser de alto risco: quando não controlada, a doença aumenta a probabilidade de o bebê nascer com excesso de peso, de complicações no parto e de prematuridade.

Um novo estudo publicado no “Jama” (revista da Associação Médica Americana) acaba de adicionar mais um problema à lista. Após acompanharem mais de 11 mil gestantes, pesquisadores da Universidade Harvard mostraram que o diabetes dobra a chance de a mulher desenvolver depressão na gravidez e nós pós-parto.

Segundo a autora, Katy Kozhimannil, o estudo revelou um novo fator de risco potencial para a depressão pós-parto. “É uma doença muito séria, tratável, mas subdiagnosticada. É importante reunir esforços para detectá-la e ajudar mulheres com alto risco de desenvolvê-la”, disse à Folha.

A chance de uma mulher ter depressão pós-parto varia de 10% a 15% nos países ricos e de 15% a 20% no Brasil. Além do diabetes, outros fatores de risco para o problema são história anterior ou familiar de depressão, baixo nível socioeconômico, conflitos conjugais e ocorrência de transtornos de ansiedade e depressão na gestação.

Apesar de a relação entre diabetes e depressão em geral já ser conhecida, trata-se da primeira pesquisa a avaliar a ligação entre a doença e a depressão na gestação e no pós-parto, diz Kozhimannil. Não foram avaliados os motivos que levam ao maior índice de depressão em diabéticos, mas a pesquisadora aponta que fatores biológicos e hormonais podem estar envolvidos, assim como o estresse de lidar com uma doença crônica que traz riscos à mãe e ao bebê.

Segundo o psiquiatra Joel Rennó Jr., diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo, uma das hipóteses para explicar a questão é que o diabetes tem um efeito neuroquímico sobre os sistemas de neurotransmissores semelhante ao que ocorre na depressão.

A depressão na gravidez piora a aderência ao pré-natal e aumenta o risco de parto prematuro e de baixo peso da criança. Após o parto, pode fazer com que a mulher negligencie o cuidado com o bebê. “Ela não vai ter o prazer de curtir o momento especial que é o pós-parto”, diz Rennó Jr.

Segundo o psiquiatra, a depressão não tratada piora a evolução do diabetes. “A doença exige uma aderência do paciente ao tratamento. Tem que fazer um controle glicêmico rigoroso, reeducação alimentar, atividade física, aplicar insulina. O deprimido não faz isso de forma adequada.”

A recomendação é que diabéticas planejem a gestação. “O diabetes não compensado no momento da fecundação aumenta de três a seis vezes o risco de malformações no feto”, diz Airton Golbert, endocrinologista do Departamento de Diabetes Gestacional da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Diabetes gestacional

Não são só as mulheres que têm diabetes antes de engravidar que devem ficar atentas. Segundo o estudo de Harvard, o diabetes gestacional – que se manifesta apenas na gravidez – também aumenta o risco de depressão. A condição afeta em torno de 6% a 8% das gestantes.

“Na gravidez, a necessidade de insulina aumenta de três a cinco vezes. Na maioria das mulheres, o pâncreas responde bem, mas aquelas que têm fatores de risco, como tendência genética ou obesidade, podem ter o problema”, diz Golbert.

Fazer um pré-natal adequado e evitar ganhar peso em excesso ajudam a prevenir o diabetes gestacional.

 

LEMBRAMOS QUE: o Mais Vida Gestantes oferece programas de exercícios que podem atuar antes da gravidez melhorando esse controle glicêmico para mulheres diabéticas; durante a gestação como um dos meios que auxiliam na prevenção do diabetes gestacional; no pós-parto como auxílio na prevenção da depressão e ainda nas 3 fases com todos esses benefícios.

Entre em contato para conhecer nossos programas!

e-mail – gizele@metodomaisvida.com.br

Exercício no controle e prevenção do Diabetes Gestacional

01-abr-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

Exercício Físico no controle e prevenção do Diabetes Gestacional

O exercício físico realizado por mulheres que apresentam o Diabetes Gestacional tem como objetivo primordial diminuir a intolerância à glicose através do condicionamento cardiovascular, que gera aumento da ligação e afinidade da insulina ao seu receptor, aumento dos transportadores de glicose sensíveis à insulina no músculo, aumento do fluxo sanguíneo em tecidos sensíveis à insulina e redução dos níveis de ácidos graxos livres. Ao longo do período, ou cronicamente, o exercício também aumenta o número de transportadores de glicose no músculo (denominado GLUT4). Além disso, o consumo muscular é responsável pela retirada de 75% da glicose sangüínea.

mum02A maior preocupação, contudo, tem sido a segurança na gravidez para a mãe e para o feto. Os parâmetros mais importantes a serem avaliados durante a realização de exercícios, visando o bem-estar materno-fetal são: freqüência cardíaca, pressão arterial, temperatura e fluxo uterino materna; e freqüência cardíaca fetal.

Auxílio no controle do Diabetes:

Estudo observou a melhora dos controles glicêmicos e da hemoglobina glicosilada, após três semanas com a dieta adequada e programa de exercícios durante 20 minutos, em três sessões semanais, quando comparadas a gestante apenas com dieta.

Personal Training para Gestantes com Diabetes e Hipertensão

14-dez-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Informando-se um pouco sobre o Diabetes:

O Diabetes Gestacional (DG) complica 2-5% das gravidezes (dados dos Estados Unidos) e está associada com o aumento das taxas de complicações médicas da gravidez, bem como riscos a longo prazo, tais como obesidade e diabetes tipo 2, tanto para mãe e filho.

O estudo de Emily Oken e colaboradores analisou a associação entre o exercício e o sedentarismo com o risco de Diabetes Gestacional e tolerância à glicose anormal.

Participaram do estudo 1.805 mulheres. Após um ajuste para idade, raça ou etnia, a história do Diabetes Gestacional, história familiar de diabetes e índice de massa corporal pré-gestacional, os dados dos autores mostram que as mulheres que realizam exercício vigoroso nos anos antes da gravidez apresentaram um risco reduzido de DG e tolerância à glicose anormal.

Mulheres que relataram exercício de intensidade leve a moderada e vigorosa durante a gravidez parecem ter um risco menor de Diabetes Gestacional e tolerância à glicose anormal quando foram comparadas com mulheres que relataram não realizar atividades em nenhum período.

Por se tratar de um grupo especial, a gestante diabética, ou que desenvolve o diabetes durante a gestação deve buscar um profissional que entenda da prescrição de exercícios durante a gravidez, mas também um profissional que entenda da prescrição de exercícios para grupos especiais.

Agora a gestante já pode ter um atendimento supervisionado com toda a qualidade técnica, pedagógica e científica. Informe seu médico e nos procure.

método Mais Vida Gestantes® oferece o atendimento para gestantes que apresentam diabetes e hipertensão.

Saiba mais sobre esse atendimento:

Profissional que atende: Profa. Fernanda Reigada Franco

•Professora de Educação Física, certificada pelo Método Mais Vida – Programa de Exercícios para grupos especiais e também Pré-gravidez, Gravidez e Pós-parto.

•Pós-Graduada em Reabilitação Cardíaca e Condicionamento Físico para grupos especiais.

•Professora do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio Libanês.

Referência:

Oken et al (2006). Associations of Physical Activity and Inactivity Before and During Pregnancy With Glucose Tolerance. Obstetrics & Gynecology. v108(5), pp 1200-1207.

Exercício pode atuar na Prevenção do Diabetes Gestacional

14-dez-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Exercício pode atuar na Prevenção do Diabetes Gestacional

O Diabetes Gestacional complica 2-5% das gravidezes (dados dos Estados Unidos) e está associada com o aumento das taxas de complicações médicas da gravidez, bem como riscos a longo prazo, tais como obesidade e diabetes tipo 2, tanto para mãe e filho.

Emily Oken e colaboradores realizaram um estudo analisando a associação entre o exercício e o sedentarismo com o risco de Diabetes Gestacional e tolerância à glicose anormal.

Participaram do estudo 1.805 mulheres. Após um ajuste para idade, raça ou etnia, a história do Diabetes Gestacional, história familiar de diabetes e índice de massa corporal pré-gestacional, os dados dos autores mostram que as mulheres que realizam exercício vigoroso nos anos antes da gravidez apresentaram um risco reduzido de Diabetes Gestacional e tolerância à glicose anormal.

Mulheres que relataram exercício de intensidade leve a moderada e vigorosa durante a gravidez parecem ter um risco menor de Diabetes Gestacional e tolerância à glicose anormal quando foram comparadas com mulheres que relataram não realizar atividades em nenhum período.

Por se tratar de um grupo especial, a gestante diabética, ou que desenvolve o diabetes durante a gestação deve buscar um profissional que entenda da prescrição de exercícios durante a gravidez, mas também um profissional que entenda da prescrição de exercícios para grupos especiais.

O método Mais Vida Gestantes oferece o atendimento para gestantes que apresentam diabetes e a hipertensão.

Saiba mais sobre esse atendimento:

Profa. Fernanda Reigada Franco

Professora de Educação Física, certificada pelo método Mais Vida - Programa de Exercícios para Grupos Especiais e Programa de Exercícios Pré-Gravidez, Gravidez e Pós-parto.

Pós-Graduada em Reabilitação Cardíaca e Condicionamento Físico para grupos especiais.

Professora do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio Libanês.

Referência:

Oken et al (2006). Associations of Physical Activity and Inactivity Before and During Pregnancy With Glucose Tolerance. Obstetrics & Gynecology. v108(5), pp 1200-1207.

Diabetes Gestacional – efeitos sobre o bebê

19-out-09

Profa. Gizele Monteiro

O Diabetes Gestacional é temporário e tratável, mas se não for tratado pode causar problemas com a gravidez.

Se tratado, raramente causa problemas congênitos (ao nascimento) sérios porque na maioria dos casos ele não aparece antes do último trimestre de gravidez, mas seu tratamento tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia fetal (peso elevado do bebê ao nascer), evitar a queda do açúcar (hipoglicemia) que ocorre com o bebê ao nascer e diminuir a taxa de cesariana.

A macrossomia ocorre como resultado da exposição excessiva à glicose, o que pode levar a complicações durante o parto porque o bebê pode ser maior que o normal, aumentando dessa forma também o risco de cesariana.

A hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue do bebê imediatamente após o parto) pode produzir complicações afetando o bebê depois do nascimento. Após o parto os níveis de insulina do bebê ainda são elevados – o feto produz quantidades abundantes de insulina enquanto está exposto aos níveis elevados de açúcar da mãe. Depois do parto, antes de sua própria produção de insulina e o bebê ter condições de se ajustar, pode ocorrer uma hipoglicemia pós-natal (queda acentuada do açúcar no sangue do bebê). Neste caso é necessário administrar glicose via intra-venosa no bebê).

Diabetes Gestacional requer supervisão médica cuidadosa durante a gravidez.

Embora possa ser temporária, pode trazer danos à saúde do feto e/ou da mãe, e cerca de 20% a 50% das mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes tipo 2 mais tardiamente na vida.

O exercício bem orientado para gestantes que já eram diabéticas ou desenvolveram o diabetes gestacional pode proprocionar, além do bem-estar e auxílio no controle do ganho de peso, o controle da própria doença.

Procure nossos serviços para maiores orientações. Conheça mais sobre a saúde da gestante e a importância do exercícios nesse período e no pós-parto nesse site.


Diabetes Gestacional

07-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diabetes Gestacional significa que a mulher durante a gravidez começa a apresentar elevadas taxas de glicose (açúcar) no sangue.

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose (ou açúcar no sangue). A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.


No Brasil, a prevalência do diabetes gestacional é de 7,6%, sendo considerado um problema de saúde pública.

Uma vez que tenha aparecido, o diabetes gestacional dura até o final da gravidez. Na maioria das mulheres, o problema se resolve quando a gravidez termina, mas as mulheres que tiveram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2 com o passar do tempo.

PORQUE A PODE DESENVOLVER O DIABETES GESTACIONAL?

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz alguns hormônios em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam uma dificuldade (resistência) à ação da insulina no organismo materno.

Na maioria das mulheres, o pâncreas reage a esta situação produzindo insulina adicional o bastante para superar a resistência à insulina. Em mulheres com Diabetes Gestacional, a insulina extra não é produzida o suficiente e o açúcar não pode ser processado corretamente pelo corpo. Dessa forma a glicose se acumula na circulação sangüínea.

À medida que o feto cresce, maiores quantidades dos hormônios que interferem com a insulina são produzidas. Por isto, o Diabetes Gestacional normalmente começa no último trimestre de gravidez.

SINTOMAS DO DIABETES GESTACIONAL:

Algumas mulheres grávidas com Diabetes Gestacional podem apresentar os seguinte sintomas: sede aumentada, diurese mais freqüente (urina aumentada), perda de peso, apesar do apetite elevado, cansaço, náuseas ou vômitos, infecções por fungos (candidíase vaginal, por exemplo), visão turva.

Porém, algumas mulheres não têm nenhum sintoma detectável, razão pela qual o médico dever pedir os exames para o diabetes na rotina do pré-natal.

FATORES DE RISCO DO DIABETES GESTACIONAL:

- mulheres que estão acima do peso durante a gravidez têm um risco mais alto da doença, e o controle cuidadoso do peso antes da gravidez pode reduzir esse risco.

- mulheres que já tiveram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver novamente nas próximas gravidezes. Após a gravidez elas também terão um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2, devendo medir seu açúcar no sangue regularmente, até mesmo depois que a gravidez terminou.

PREVENÇÃO DO DIABETES GESTACIONAL:

O exercício físico regular é um forte aliado no controle e na prevenção do diabetes gestacional.

A consulta a um nutricionista para montar um plano de dieta e o monitoramento dos níveis de glicose no sangue pode auxiliar nesse controle. Se isso não ocorrer, o médico irá prescrever insulina.

* As complicações que Diabetes Gestacional apresenta podem ser prevenidas controlando cuidadosamente o açúcar no sangue. A mulher deve ser vista frequentemente pelo seu obstetra ao longo de sua gravidez nas consultas pré-natais.