Conteúdos sobre Depressão Pós-parto

Alimentação pode auxiliar na prevenção da depressão na gravidez e pós-parto

29-abr-13

Por: Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

A depressão é uma doença que pode ocorrer em qualquer pessoa e merece muita atenção e cuidado.

A alimentação saudável tem sido apontada como um meio de auxiliar na prevenção da depressão na gravidez e pós-parto.

As vezes, a depressão é gerada por um episódio emocional grave, como divórcio, morte de entes queridos, ou pode aparecer aparentemente por nada. Ela também pode ocorrer durante as fases de mudanças da vida como na adolescência, terceira idade, ou na gestação, principalmente no pós-parto.

Alguns pesquisadores tem observado que a alimentação tem uma participação importante para evitar a depressão.

Como uma boa alimentação pode auxiliar na prevenção da depressão?

- Cuidado com o alto consumo de açucares, cafeína e álcool ao longo dos trimestres de gestação;

- Prefira alimentos que contenham baixos teores de gordura. A gordura inibe a síntese de neurotransmissores no cérebro promovendo maior probabilidade à depressão;

- Vitaminas do complexo B são importantes para aqueles que querem se manter física e emocionalmente mais saudáveis. O complexo vitamínico B é importante para produção de serotonina (que influi na regulação do humor). Muitas drogas que incluem o estrógeno podem interferir na absorção de vitamina B6. Na gestação esses hormônios estão elevados para produzir as mudanças gestacionais. Os grupos de verduras, legumes e frutas são ricos nestas vitaminas, intensifique-os na alimentação;

- Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão. O Ômega 3 é encontrado em peixes como bacalhau, salmão, arenque e  em menores concentrações na soja, castanha e óleo de canola;

- Alimentos que auxiliam no tratamento da depressão: banana, verduras, frutas e peixes.

A prática de exercícios físicos bem como o apoio familiar e uma alimentação equilibrada ajudam a diminuir a ansiedade e também a combater a depressão.

 

Daniela Rico, parceira do Mais Vida Gestantes em Brasília fala sobre benefícios do exercício na prevenção da depressão

08-set-10

A Professora Daniela Rico, é idealizadora e diretora do programa Dani Rico em Brasília, parceira do Mais Vida Gestantes.

A parceria lança agora em novembro o I para a certificação de profissionais para atuarem com a prescrição de exercícios na gravidez e pós-parto

 

Depressão durante a gravidez pode influenciar a formação dos bebês

“Especialistas ressaltam a importância de exercícios físicos e de relaxamento para uma gestação tranquila”

Publicação: 31/08/2010

Rayanne Portugal – Especial para o Correio

 

Juliana Galego, 28 anos, aguarda ansiosa a chegada da pequena Pietra, sua primeira filha. Ela acaba de completar a 29ª semana de gestação e se prepara para a chegada da primogênita com meditação, ioga e exercícios físicos específicos para gestantes. O objetivo da empresária é manter o estresse controlado para que, antes e depois do nascimento, Pietra seja um bebê calmo e saudável. “Sou muito agitada e a expectativa da chegada da primeira filha mexe com toda a família”, afirma Juliana. “Acredito que meu bem-estar vai influenciar diretamente a qualidade de vida dela. Os exercícios de ioga e meditação que faço são fundamentais para dialogar com minha bebê. Quero que ela sinta todo o carinho e amor que tenho por ela e sinta-se bem-vinda”, explica.

A jovem mãe está certa em se preocupar com Pietra. A psicóloga Helena Morais, especialista em neonatologia, explica que o estresse já faz parte da rotina de grande parte das mulheres modernas, mas que, em excesso, afeta também a qualidade de vida do bebê antes mesmo que ele nasça. “É normal estar ansiosa com a gestação. O estresse vai acontecer, principalmente porque a maioria das mulheres mantém uma rotina de trabalho e afazeres pesada. No entanto, quando a angústia é muito grande e a mãe não se sente feliz, esse sentimento negativo pode ser prejudicial para o bebê de diversas formas”, diz a profissional. Helena esclarece que depressão, problemas familiares, gestação indesejada ou na adolescência são alguns dos principais casos de estresse grave que afetam as mães.

O impacto do estresse da mãe durante a gravidez sobre a criança ainda não está totalmente compreendido. No entanto, sabe-se que a comunicação entre mãe e feto ocorre durante todo o período gestacional. Assim como as substâncias ingeridas pela mãe entram em contato com o bebê pelo cordão umbilical e pela corrente sanguínea, os impulsos psíquicos e químicos causados pelo estresse serão sentidos pelo bebê. Isso ocorre porque a instabilidade emocional da mãe provoca alterações neuro-hormonais e na pressão arterial.

Em quadros assim, o sistema nervoso da mãe passa a liberar em maior quantidade as chamadas substâncias catecolaminas, das quais a adrenalina é um exemplo. Essas substâncias passam pela corrente sanguínea até o bebê, provocando um estado de perturbação semelhante àquele vivido pela mãe. “O feto entra em contato com sentimentos de temor e angústia. A tristeza profunda também faz com que a mãe se isole, mostrando-se pouco disponível. A comunicação entre mãe e filho se perde. A disponibilidade da mãe é fundamental para que ocorra o desenvolvimento psicoafetivo do indivíduo. Se o estado emocional da mãe não favorece a comunicação, ela deixa o bebê sozinho e inseguro”, explica Helena Morais. Em casos extremos, o hormônio cortisol, também liberado durante períodos de longo e forte estresse, ao chegar ao cérebro do feto, pode causar mudanças funcionais e estruturais.

Prazer

Para evitar o aumento exagerado de estresse, a mãe deve investir na própria qualidade de vida e na comunicação com o feto. “Tirar alguns momentos do dia para conversar com o bebê, fazer alguma atividade física, relaxar, ouvir música, interagir afetivamente com a criança são coisas aparentemente simples, mas que influenciam diretamente na felicidade da mãe, e consequentemente, na do bebê”, explica a especialista.

A prática de exercícios é fundamental para a mãe. Daniela Rico, educadora física e responsável por um programa especializado no preparo para a gestação, explica que a atividade física, além de fazer com que a mãe se sinta mais ativa e saudável, libera substâncias que causam prazer: a serotonina e a endorfina. “Elas vão ajudar a mãe na regulação do sono e do apetite, na redução do estresse e da ansiedade, prevenindo a insônia e a depressão.” Associada à sensação de bem-estar, a serotonina desempenha um papel importante no sistema nervoso, além do controle da temperatura corporal e do apetite. A endorfina, também produzida durante e depois da atividade física, ajuda a regular as emoções. Considerada um analgésico natural, a substância ajuda na redução do estresse e ansiedade, aliviando as tensões.

Mariana Franco, 32 anos, faz atividades físicas semanais enquanto se prepara para a chegada de Francisco. Ativa e ansiosa, ela procura relaxar com exercícios de hidroginástica e alongamento para gestantes. “Acredito que seja essencial permanecer tranquila nesse momento. Sou naturalmente estressada, mas desde que soube da chegada do Francisco busco equilibrar o humor e deixar coisas que me estressam para trás. Estou muito mais tranquila e feliz”, conta Marina, que conta os dias até a chegada do primeiro filho, no fim de setembro.

A professora Daniela Rico ajuda as alunas no programa para gestantes a fim de amenizar sentimentos de dúvida que ela mesma sentiu quando estava grávida. “Quando engravidei de Ana Júlia, há 12 anos, estava em um momento de muita instabilidade, prestes a me separar. Criei meu bebê sozinha e acho que esse momento refletiu um pouco na personalidade dela, que foi uma criança com dificuldades de concentração, um bebê que chorava bastante e parecia inseguro”, lembra Daniela.

 

Pós-parto

Psicólogos afirmam que o impacto emocional pode ser maior depois que o bebê nasce. Maria Isabel Tafuri, psicóloga e membro da Sociedade Brasileira de Estudos sobre o Bebê (Abebê), explica que o ambiente em que o bebê cresce também é fator determinante para a sua qualidade de vida. “Se a mãe passa por um momento difícil, o ambiente onde essa criança se desenvolverá propiciará maior estresse também para ela. Ele não sentirá uma relação de proteção da mãe”, afirma. A psicóloga ressalta que é importante estabelecer um ambiente de harmonia para a chegada de uma nova criança. “Não importa o tamanho da família, esta deve estar estruturada para que o bebê se sinta acolhido.”

O bebê com estresse pode desenvolver distúrbios alimentares e de sono. “O bebê que mama sem olhar para a mãe, sem tocá-la ou dialogar corporalmente com ela provavelmente não vê nela a proteção materna. O sono desse bebê também fica comprometido. Podem ocorrer interrupções no ciclo de sono, sustos, medo de dormir sozinho”, explica Isabel Tafuri.

As marcas deixadas por tais situações vão se constituir em memórias negativas para a criança, mesmo anos depois do nascimento. Helena Morais explica que, dependendo do grau de estresse vivido pela mãe e pelo bebê, algumas características podem determinar a personalidade do filho na infância. “É possível que bebês que passaram por forte estresse desde o nascimento, devido a uma depressão ou um sentimento de rejeição vivido pela mãe, tornem-se crianças inseguranças, de pouca independência em relação aos pais, com dificuldade de aprendizado e concentração.”

Essencial para a gestação é estar bem e contar com apoio. Helena afirma que toda mãe deve buscar ajuda quando sentir que tem dificuldades para lidar com a situação, seja conversando com o companheiro, com um amigo ou por meio de psicoterapia. “Procurar um profissional terapeuta em alguns casos é tão importante quanto as consultas de pré-natal”, afirma a psicóloga. Daniela Rico acredita que compartilhar os medos e as dúvidas é importante para a mulher que sofre de excesso de estresse durante a gestação. “Gosto de ajudar essas mães a passar pela gestação com mais calma e tranquilidade, passando para elas minha experiência pessoal. Tento mostrar que, apesar da angústia que passei, a felicidade de ter minha filha foi maior que qualquer preocupação ou medo”, conta Daniela.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/31/cienciaesaude,i=210606/DEPRESSAO+DURANTE+A+GRAVIDEZ+PODE+INFLUENCIAR+A+FORMACAO+DOS+BEBES.shtml

Diabetes dobra chance de depressão pós-parto

18-ago-10

Diabetes dobra chance de depressão pós-parto, indica estudo

Por: FLÁVIA MANTOVANI - Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u530386.shtml

Gestações de mulheres diabéticas podem ser de alto risco: quando não controlada, a doença aumenta a probabilidade de o bebê nascer com excesso de peso, de complicações no parto e de prematuridade.

Um novo estudo publicado no “Jama” (revista da Associação Médica Americana) acaba de adicionar mais um problema à lista. Após acompanharem mais de 11 mil gestantes, pesquisadores da Universidade Harvard mostraram que o diabetes dobra a chance de a mulher desenvolver depressão na gravidez e nós pós-parto.

Segundo a autora, Katy Kozhimannil, o estudo revelou um novo fator de risco potencial para a depressão pós-parto. “É uma doença muito séria, tratável, mas subdiagnosticada. É importante reunir esforços para detectá-la e ajudar mulheres com alto risco de desenvolvê-la”, disse à Folha.

A chance de uma mulher ter depressão pós-parto varia de 10% a 15% nos países ricos e de 15% a 20% no Brasil. Além do diabetes, outros fatores de risco para o problema são história anterior ou familiar de depressão, baixo nível socioeconômico, conflitos conjugais e ocorrência de transtornos de ansiedade e depressão na gestação.

Apesar de a relação entre diabetes e depressão em geral já ser conhecida, trata-se da primeira pesquisa a avaliar a ligação entre a doença e a depressão na gestação e no pós-parto, diz Kozhimannil. Não foram avaliados os motivos que levam ao maior índice de depressão em diabéticos, mas a pesquisadora aponta que fatores biológicos e hormonais podem estar envolvidos, assim como o estresse de lidar com uma doença crônica que traz riscos à mãe e ao bebê.

Segundo o psiquiatra Joel Rennó Jr., diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo, uma das hipóteses para explicar a questão é que o diabetes tem um efeito neuroquímico sobre os sistemas de neurotransmissores semelhante ao que ocorre na depressão.

A depressão na gravidez piora a aderência ao pré-natal e aumenta o risco de parto prematuro e de baixo peso da criança. Após o parto, pode fazer com que a mulher negligencie o cuidado com o bebê. “Ela não vai ter o prazer de curtir o momento especial que é o pós-parto”, diz Rennó Jr.

Segundo o psiquiatra, a depressão não tratada piora a evolução do diabetes. “A doença exige uma aderência do paciente ao tratamento. Tem que fazer um controle glicêmico rigoroso, reeducação alimentar, atividade física, aplicar insulina. O deprimido não faz isso de forma adequada.”

A recomendação é que diabéticas planejem a gestação. “O diabetes não compensado no momento da fecundação aumenta de três a seis vezes o risco de malformações no feto”, diz Airton Golbert, endocrinologista do Departamento de Diabetes Gestacional da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Diabetes gestacional

Não são só as mulheres que têm diabetes antes de engravidar que devem ficar atentas. Segundo o estudo de Harvard, o diabetes gestacional – que se manifesta apenas na gravidez – também aumenta o risco de depressão. A condição afeta em torno de 6% a 8% das gestantes.

“Na gravidez, a necessidade de insulina aumenta de três a cinco vezes. Na maioria das mulheres, o pâncreas responde bem, mas aquelas que têm fatores de risco, como tendência genética ou obesidade, podem ter o problema”, diz Golbert.

Fazer um pré-natal adequado e evitar ganhar peso em excesso ajudam a prevenir o diabetes gestacional.

 

LEMBRAMOS QUE: o Mais Vida Gestantes oferece programas de exercícios que podem atuar antes da gravidez melhorando esse controle glicêmico para mulheres diabéticas; durante a gestação como um dos meios que auxiliam na prevenção do diabetes gestacional; no pós-parto como auxílio na prevenção da depressão e ainda nas 3 fases com todos esses benefícios.

Entre em contato para conhecer nossos programas!

e-mail – gizele@metodomaisvida.com.br

Programa de Exercícios no Pós-parto

04-abr-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

PROGRAMA DE EXERCÍCIOS NO PÓS-PARTO

Existem muitas promessas e dicas para recuperar a forma física rapidamente no pós-parto, mas será que isso é um risco para a mãe?

A primeira coisa necessária para a segurança da mãe é a liberação médica, a qual dependerá do parto e do médico. Vários médicos advertem que os exercícios devem ser realizados com muita cautela, alguns sugerem até o comprometimento da amamentação se essa regra não for observada. VEJA TAMBÉM PARA MAIOR ESCLARECIMENTO O ARTIGO SOBRE AMAMENTAÇÃO.


Que  exercícios a mulher pode realizar no período pós-parto?

Engana-se quem acha que no pós-parto pode voltar com o ritmo total. O exercício nesse período requer tanto cuidado quanto durante a gestação, pois o corpo da mulher ainda não voltou ao normal e há grandes influências hormonais ainda.

“Mesmo quem tem uma condição física melhor necessita retomar as atividades com bastante cuidado, de forma moderada, pois o corpo ainda está sob o efeito de hormônios. Há uma maior frouxidão nos ligamentos e uma perda da força muscular”. Por outro lado, hoje sabe-se que os exercícios físicos são muito importantes, no auxílio e na prevenção da depressão pós-parto, além de melhorarem a auto-estima e o bem-estar da mãe.

Qualquer atividade citada adiante deve ter a liberação e a concordância do médico que acompanha a mamãe.


MUSCULAÇÃO OU EXERCÍCIOS DE FORÇA NO PÓS-PARTO- uma das atividades mais utilizadas hoje nas academias e por Personal Trainers

A musculação,  por exemplo, é uma atividade muito usada hoje nas academias e por professores que trabalham com treinamento personalizado, porém não são todos os médicos que a liberam. Se bem orientada é uma atividade muito importante e interessante, uma vez que fortalece musculaturas responsáveis pelo controle postura. Há sempre a necessidade, independente do exercícios de realizar ajustes conforme a individualidade da gestante. Desde que liberada pelo médico, tanto a gestante que era sedentária, quanto a que já fazia musculação podem fazê-la.

Os exercícios de força, como qualquer outro, deve ter a intensidade bem controlada, podendo se não for bem orientado provocar lesões e também comprometer a amamentação. Eles são muito importantes para o retorno postural da mulher e a recuperação da força, a qual se encontra em queda durante a gestação. Outro ponto importante é prevenção de dores em algumas regiões comuns como coluna e quadril e braços, isso se dá pelas alterações hormonais mais a sobrecarga nos cuidados com o bebê.


PILATES NO PÓS-PARTO – a atividade do momento?

Hoje o Pilates é indicado por muitos especialistas e médicos de diversas áreas, inclusive pelos ginecologistas.

Constantemente vemos em sites, reportagens em revistas ou TV a indicação dessa atividade para gestantes.

Pilates é uma técnica que um dos princípios baseia-se no trabalho sobre o “core – centro do corpo”, referindo-se a região abdominal, músculos paravertebrais e assoalho pélvico.

De certa forma, essa filosofia é claramente aplicável na gravidez e no pós-parto. Existe grande importância no trabalho da região abdominal, músculos da coluna e assoalho pélvico que precisam recuperar-se das mudanças ocorridas na gestação, porém tudo isso com muito equilíbrio, organização e controle de carga (escolha do exercício, equipamento utilizado, número de repetições, etc).

Essa modalidade faz parte do conjunto dos exercícios de força (ou resistidos) e como tal deve respeitar algumas recomendações também estipuladas para treinamento com pesos, conforme princípio do treinamento e individualidade biológica.

O método MAIS VIDA GESTANTES tem profissionais que atendem com PILATES para Grávidas e mulheres no Pós-parto. O “Körper Studio – Pilates & Bem-estar” tem parceria e é um dos pontos de atendimento para o período Pós-parto.  Lá a mamãe e seu bebê poderão encontrar todo o carinho, cuidado e segurança através de profissionais capacitados e conhecedores das necessidades desse período.


TREINAMENTO FUNCIONAL NO PÓS-PARTO - uma atividade que vem ganhando força e espaço no mercado.

gestantesO  treinamento funcional veio para ficar, pelo menos por alguns anos essa modalidade estará na lista das academias e prioridade dos profissionais. No treinamento funcional existe uma variação muito grande de exercícios e equipamentos (materiais) que podem ser utilizados. O profissional deverá conhecer muito bem cada exercícios e material para adaptá-lo para o Pós-parto.

Não são todos que ela poderá fazer. As grandes instabilidades e exercícios arriscados devem ser tirados do quadro de exercícios selecionados. A orientação deve ser sempre a segurança da gestante não só pela superfície estável, mas também pelo grau de dificuldade ou ação do exercício. É importante que o profissional conheça bastante das alterações corporais do período gestacional, do pós-parto e dos princípios do treinamento funcional para aplicá-lo. O método Mais Vida Gestantes tem profissionais capacitados para trabalhar com toda a segurança necessária.

ATIVIDADES DE IMPACTO NO PÓS-PARTO– corrida

A corrida por ser uma atividade de intensidade e ação biomecânica elevada (devido o impacto) exige um grande nível de aptidão de quem irá praticá-la, portanto não é uma atividade indicada para se iniciar durante a gravidez ou no pós-parto. Para mulheres que já corriam antes de engravidar, indicamos que sempre seja acompanhado por um profissional e que distâncias e intensidade sejam controladas e reduzidas com o progresso da gravidez e a mesma recomendação segue para o Pós-parto.

GINÁSTICA NO PÓS-PARTO – atividade em grupo

Uma atividade em grupo é sempre bom para descontrair e motivar. As aulas devem ser programadas e direcionadas para as necessidades do momento, havendo sempre a ação em diferentes grupamento musculares e também exercícios com objetivos e materiais diferentes. Mesmo em mulheres sedentárias pode-se iniciar, mas sempre com o controle do profissional que irá atendê-la.


EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTO - para o relaxamento e ação em músculos sobrecarregados pelas mudanças posturais.

Muito importantes, proporcionam o relaxamento e o equilíbrio para grupamentos musculares sobrecarregados pelas mudanças posturais.


HIDROGINÁSTICA NO PÓS-PARTO

Praticamente não há no mercado esse atendimento direcionado para a mulher no Pós-parto. Normalmente elas são encaixadas em aulas de gestantes ou outras turmas. A atividade em água sempre é positiva, porém temos que entender que ela não é a única. O método Mais Vida Gestantes oferece atendimento domiciliar (personal training) com hidroginástica.


Se você tem, dúvida ou se interessou por algum dos programas de exercícios citados, entre em contato e informe-se onde há um ponto de atendimento mais próximo, ou procure-nos para personal training ou consultoria.

Personal Trainer – irá até sua residência ou academia e a acompanhará durante a atividade.

Consultoria – vamos até você e elaboramos um programa conforme suas necessidades e objetivos. Pode ser proposta atividades realizadas com o seu bebê.

Contato: gizele@metodomaisvida.com.br / Fones: (11) 7871.41.62 – 2867.33.07.

Depressão Pós-parto (Pt. 2)

12-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Relatamos no primeiro artigo alguns aspectos conceituais e sintomas para ajudar a gestante a conhecer mais sobre a depressão pós-parto.

A depressão pós-parto pode ser causada por vários motivos, incluindo as alterações hormonais, questões da imagem corporal, senso de auto perda, e limitação de tempo livre.

Estudos já observam que as mulheres também são suscetíveis a sentimentos de depressão durante a gravidez, especialmente durante o primeiro e último trimestres, portanto o conhecimento sobre o assunto ajuda ao tratamento mais rápido.

O conhecimento dos fatores biológicos, psicológicos e sociais que podem desencadear o distúrbio, ajuda a mulher e as pessoas que estão próximas no reconhecimento dos sintomas:

▪ histórico de problemas emocionais ou depressão antes ou durante a gestação;

problemas no parto ou com o bebê;

▪ isolamento social e/ou familiar;

falta de apoio da família e amigos;

sentimentos de perda de liberdade;

carreira profissional em risco;

situação traumática ou estresse recente;

ausência do marido ou nenhuma colaboração do companheiro;

dificuldades no casamento;

problemas financeiros;

perfeccionismo e vontade de resolver tudo sozinha sem pedir ajuda.

Leia a primeira parte do artigo que se encontra disponível nesse site e também o artigo que fala sobre imagem corporal.

“SE VOCÊ IDENTIFICOU UM OU MAIS FATORES QUE SE RELACIONAM E TEM APRESENTADO ALGUNS DOS SINTOMAS DO ARTIGO ANTEROR, BUSQUE AJUDA PROFISSIONAL”

Depressão Pós-parto (Pt. 1)

03-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

A depressão Pós-parto pode ser conhecida também com o termo depressão Puerperal e é uma forma de depressão clínica. É uma instabilidade emocional que surge nas primeiras semanas após o parto.

Estudos relatam taxas de prevalência entre as mulheres de 5% a 25%, mas diferenças metodológicas entre os estudos pode tornar essa taxa não real. Alguns estudos mostram que cerca de 13% das mulheres apresentam depressão no primeiro ano após o parto.

É um problema muito grave e não deve ser ignorado.

Alguns dados indicam que 5 a 9% das mulheres irão desenvolver depressão pós-parto, mas menos de um em cada cinco destas mulheres vai procurar ajuda profissional.

Em países desenvolvidos como a Inglaterra, a depressão pós-parto é considerada a principal causa de mortalidade materna. Além disso, a depressão pós-parto pode trazer muitas conseqüências para a família como um todo, especialmente o bebê, uma vez que reduz a interação mãe-bebê, diminuindo assim as chances de um adequado desenvolvimento afetivo, psicossocial, etc.

Uma das falhas é que o problema é pouco diagnosticado e tratado, freqüentemente por causa da dificuldade em reconhecer os sintomas, pela falta de informação das opções terapêuticas e ainda pelo receio das mães em serem estigmatizadas. Além disso, apesar do tratamento com medicações antidepressivas ser eficaz, muitas mulheres são relutantes em usá-lo, especialmente pelo fato de estarem amamentando.

O apoio psicológico individualizado, mesmo que por um leigo, é capaz de oferecer a sensação de pertencer a uma rede social podendo melhorar a auto-estima e o estado mental como um todo. Esse tipo de apoio por telefone assim como comunidades virtuais de ajuda mútua pela internet são estratégias de prevenção e apoio terapêutico que rompem barreiras geográficas e de dificuldades socioeconômicas e acessibilidade, e deverão ser cada vez mais fortalecidas como genuínas ações de promoção à saúde.

Sintomas:

Podem ocorrer em qualquer momento do primeiro ano pós-parto: tristeza, vazio, fadiga (cansaço ou sentimento de estar sobrecarregado), baixa auto-estima, insônia, alterações do apetite (podendo aparecer tabmém distúrbios alimentares), redução da libido, culpa, choro, ansiedade ou ataques de pânico, irritabilidade, sentir-se insuficiente ou incapaz para cuidar do bebê.

“SE VOCÊ TEM ALGUNS DOS SINTOMAS RELATADOS ACIMA, BUSQUE AJUDA PROFISSIONAL”

Alimentação na gravidez e prevenção da depressão no pós parto

12-jun-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

Estudos tem mostrado que uma boa alimentação na gravidez pode prevenir a depressão no pós-parto.

A depressão é uma doença que pode ocorrer em qualquer pessoa e merece muita atenção e cuidado.

Às vezes, a depressão é gerada por um episódio emocional grave, como divórcio, morte de entes queridos, ou pode aparecer aparentemente por nada. Ela também pode ocorrer durante as fases de mudanças da vida como na adolescência, terceira idade, ou na gestação, principalmente no pós-parto.

Alguns estudiosos acreditam que a alimentação tem uma participação importante para evitar a depressão.


Como uma boa alimentação na gravidez pode auxiliar na prevenção da depressão?

- Cuidado com o alto consumo de açucares, cafeína e álcool ao longo dos trimestres de gestação;

- Prefira alimentos que contenham baixos teores de gordura. A gordura inibe a síntese de neurotransmissores no cérebro promovendo maior probabilidade à depressão;

- Vitaminas do complexo B são importantes para aqueles que querem se manter física e emocionalmente mais saudáveis. O complexo vitamínico B é importante para produção de serotonina (que influi na regulação do humor). Muitas drogas que incluem o estrógeno podem interferir na absorção de vitamina B6. Na gestação esses hormônios estão elevados para produzir as mudanças gestacionais. Os grupos de verduras, legumes e frutas são ricos nestas vitaminas, intensifique-os na alimentação;

- Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão. O Ômega 3 é encontrado em peixes como bacalhau, salmão, arenque e em menores concentrações na soja, castanha e óleo de canola;

- Alimentos que auxiliam no tratamento da depressão: banana, verduras, frutas e peixes.

A prática de exercícios físicos bem como o apoio familiar e uma alimentação equilibrada ajudam a diminuir a ansiedade e também a combater a depressão.