Conteúdos sobre Amamentação

Aleitamento Materno – benefícios

03-ago-10

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno continuamos com as matérias (artigos) especiais abordando, benefícios que acompanham o aleitamento para a mãe e para o bebê, além de informativos, dicas, animações sobre o tema .

 

desenho amamentacaoEstudo canadense revelou que o aleitamento materno prolongado favorece o desenvolvimento cognitivo e a inteligência das crianças.

Já em 1999 o American Journal of Clinical Nutrition publicava que o QI (quociente de inteligência) de  bebês amamentados é de 3 a 5 pontos mais elevado do que os alimentados com leite sintético. Esses trabalhos recentes, dirigidos por Michael Kramer, da Universidade McGill de Montreal, e a sua equipa, constituem o maior estudo realizado, tendo incidido sobre uma amostra de 14 mil crianças na Bielorrússia.

O estudo conclui que o aleitamento materno produz uma subida do quociente intelectual das crianças e uma melhoria do seu rendimento escolar, segundo informou a universidade McGill em comunicado. «O nosso estudo constitui a maior prova até hoje de que um aleitamento materno prolongado e exclusivo torna as crianças mais inteligentes» afirmou Kramet, professor de pediatria, epidemiologia e bioestatística na Faculdade de Medicina da Universidade McGill.

O que parece mais importante neste estudo é que ele venhareforçar e alertar para a importância do aleitamento materno. Na verdade, o leite humano é muito diferente do leite adaptado (leite em pó) e contém todas as proteínas, açúcares, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos, fundamentais para o fortalecimento do sistema imunitário da criança. É por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções. Tem ainda um importantíssimo ácido gordo do tipo Ómega 3, o DHA (ácido docosahexaenóico), fundamental para o desenvolvimento da retina (prevenção da miopia) e do sistema nervoso central do lactante.

Entre outras vantagens, o aleitamento materno protege as crianças de otites, alergias, vómitos, pneumonias, meningites, etc. Ele é mais facilmente digerido e o acto de mamar melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes. Este acto promove também a criação do vínculo materno, importante estímulo para as futuras relações sociais da criança.

Por fim, o aleitamento também tem vantagens para a mãe aumentando a sua confiança e diminuindo a ansiedade, ajudando a retomar o peso normal (permite queimar calorias), a diminuir a perda de sangue pós-parto e o retorno do útero ao tamanho normal. Parece também ser uma proteção contra o cancer de mama e do ovário e contra a osteoporose.

As recomendações da OMS são que as criança devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade. A partir dessa idade devem começar os alimentos complementares (sopas, papas, …) e continuar com o leite materno até cerca dos 2 anos.

 

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Amamentação reduz chances de síndrome metabólica

02-ago-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diretora do Mais Vida Gestantes

 

No início da Semana Mundial do Aleitamento Materno (01 a 07 de agosto), estaremos fazendo uma série de artigos e destacando a importância da amamentação para a mãe e o bebê.

Entre em nossa área AMAMENTAÇÃO  e leia matérias interessantes sobre o tema.

 

Amamentação reduz chances de síndrome metabólica

 

O estudo publicado no American Diabetes Association Journal mostra a relação benéfica para as mulheres.

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O aleitamento materno é essencial para os bebês. E, segundo estudo publicado no American Diabetes Association Journal, também beneficia as mães, reduzindo os riscos de diabetes e de doenças cardíacas.

Os motivos não estão claros, mas o estudo conduzido pelo Kaiser Permanente’s Division of Research in Oakland sugere um efeito protetor do aleitamento não só nos bebês. Mães que amamentaram por até cinco meses reduzem o risco futuro da síndrome metabólica em até 39%

De modo geral, a síndrome metabólica é um aglomerado de fatores de risco que predispõem as pessoas a diabetes e doenças cardíacas, como excesso de gordura, colesterol, triglicérides e pressão arterial elevados.

“A lactação tem efeitos favoráveis na saúde cardio-metabólica das mulheres”, diz o estudo.

Os resultados foram ainda melhores para amamentações de até nove meses, reduzindo a doença em até 56%. Mulheres que desenvolveram diabetes durante a gravidez também diminuem os ricos futuros com o aleitamento.

A síndrome metabólica era conhecida como síndrome X e engloba uma série de problemas. Os principais são: diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol ruim, ácido úrico elevado e obesidade.

O artigo abaixo é uma revisão sobre o tema: 

Gabriela N. Leal, Hugo Issler, Sandra J. E. Grisi, Jose Lauro Ramos. O papel do aleitamento materno na prevençã da síndorme metabólica. Pediatria, 30(2):118-123, 2008. aleitamento prevencao sindrome metabilica

 
 
 

 

 

Pós-parto: exercício e amamentação

26-jun-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

 

O exercício pode “secar” o leite?

bebe lindoEssa é uma pergunta que não é rara de acontecer. Também é uma observação feita por alguns profissionais que trabalham com mulheres no período Pós-parto.

O retorno ao exercício no Pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação. Durante o período gestacional muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

QUALQUER EXERCÍCIO “ORIENTADO DE FORMA INCORRETA” NO PÓS-PARTO PODE PREJUDICAR A AMAMENTAÇÃO E O CORPO DA MULHER.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto de 900 calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação.

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Cary & Quinn (2001) em revisão literária concluíram que até a data analisada, o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.

Então concluindo: ao treinarmos, nosso organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

O correto é que o profissional saiba organizar a sessão de treino para que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

 

Cuidados – As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação. Principalmente para atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).recuperacao_pos_parto2

 

Se você mamãe procura uma orientação consciente e bem orientada nesse período, o Mais Vida Gestantes trabalha com profissionais especializados na área. Procure-nos e veja a diferença.

Nossos programas:

- Personal Training – com ou sem o seu bebê,

- Exercícios em grupo reduzido – com ou sem seu bebê,

- Grupo de caminhada em parques (Usp e Ibirapuera – necessário agendamento)

Locais que atendemos: São Paulo, Bauru, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília.

Entre em contato:

e-mail: gizele@metodomaisvida.com.br

Telefones e locais de atendimento:

São Paulo: (11) 7871.4162 /2867.3307

Bauru: (14) 8148-7888

Campinas: (19) 7804-1295

Rio de Janeiro: (21)3242-3334 / (21)9209-3842

 

Referências Bibliográficas:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics. 89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk? Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

Mais Vida Gestantes na Revista Estilo Baby

22-jun-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

 

O método Mais Vida Gestantes divulga seu programa de exercícios na Revista Estilo Baby que se encontra nas bancas nesse mês de junho-julho.

 

estilo baby

 

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Alimentação durante a Amamentação – Empório da Papinha (parceiro Mais Vida Gestantes)

27-mai-10

Alimentação da Lactante ou Nutriz

Dra. Mara Cristina Sousa Miranda – Empório da Papinha

 

Na fase em que a mãe está amamentando, a alimentação assume um papel de importância ímpar, isso porque os alimentos ingeridos ajudam a recuperá-la do parto, a ter energia suficiente para enfrentar a dura jornada de cuidados com o bebê.

O Estado Nutricional Materno esta intimamente ligado a produção do leite. A dieta deve conter todos os nutrientes como proteínas, carboidratos, gordura, vitaminas, minerais, água e fibras.

“A princípio não há alimentos proibidos para a nutriz. Em situações de suspeita de alergia alimentar no bebê, em aleitamento materno exclusivo, cujo diagnóstico é bem difícil, pode-se pensar numa dieta hipoalergênica para a mamãe”.

O correto é manter uma alimentação sadia, com bastante leite, água e sucos, para estimular a produção de leite.

Alguns fatores estimulam a produção de leite: sucção, presença da criança (estímulo auditivo, visual e olfativo), frequencia, intensidade e duração do estímulo.

Outros fatores podem inibir a liberação de leite: stress, ansiedade, dor, cansaço, nicotina e bebidas alcoólicas.

O Leite Humano é a fonte completa de nutrientes para o bebê (lactente). Sua composição química é ideal para as condições da digestão e do metabolismo do recém-nascido.

Cuidados Necessários para as Mães que Amamentam:

- Seguir as recomendações nutricionais e sempre que possível a orientações de um Nutricionista;

- Ingestão de líquidos freqüentemente;

- Deve-se evitar o consumo exagerado de doces, frituras, guloseimas e outros, uma vez que possuem alta densidade calórica e “pouco ou quase nenhum” nutriente importante para a mamãe e o recém-nascido;

- Incluir diariamente em pelo menos uma das refeições principais uma proteína de origem animal (carne magra – bovina, frango ou peixe). Na falta da carne, o ovo é um bom substituto, devendo ser consumido, no máximo, 02 vezes por semana;

- Incluir diariamente legumes, verduras (cruas ou cozidas) e frutas.

- Nos lanches intermediários (manhã, tarde e noite), dar preferência a frutas inteiras ou suco natural de frutas ou leite batido com frutas ou leite desnatado e seus derivados como iogurte, etc.;

- Evitar (ou diminuir) o consumo de: frituras, doces, refrigerantes, refeições muito temperadas, corantes. Não exceder no sal e evitar as pimentas;

- Evitar grandes quantidades de café, chá preto e chocolate;

- Não fumar nem fazer uso de bebidas alcoólicas;

- Não tomar medicamentos sem orientação médica, pois algumas drogas podem prejudicar a produção do leite.

É importante ajudar a mulher a compreender, de uma forma prática e simples, os princípios de uma alimentação saudável, para que ela possa encontrar mecanismos próprios e estratégias que tornem as suas escolhas do dia-a-dia as mais acertadas para a promoção da sua saúde e a do seu bebê. É fundamental que essa fase “especial de nossa vida” seja muito bem programada e orientada por profissionais competentes para garantirmos a nossa saúde e a de nossos filhos. O ideal é procurar a orientação de um Nutricionista para que a dieta seja direcionada para “você”, de acordo com as suas necessidades nutricionais, peso atual e exame laboratorial, garantindo assim uma alimentação saudável para a lactante.

Menu Materno – Curso Preparo para Amamentação

07-abr-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

Muitas mamães enfrentam as dúvidas e não sabem se estarão preparadas para amamentar. Receber orientação profissional é sempre uma tranquilidade e segurança.

O método Mais Vida Gestantes® tem o prazer de recomendar o curso teórico e prático de “Preparo para amamentação” oferecido pelo nosso parceiro Menu Materno.

As enfermeiras Patrícia Senne e Kelly Coca, diretoras do Menu Materno serão as palestrantes.

Vale a pena o encontro para tirar as suas dúvidas!

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Implantação de salas de aleitamento em empresas

03-abr-10

Ministério da Saúde publica recomendações para salas de aleitamento em empresas


Consulte nossos serviços e saiba como implantar em sua empresa! Atendemos em todo o Brasil.

contato: gizele@metodomaisvida.com.br / Fones: (11) 2867.33.07 – 7871.4162

Em parceria com a Anvisa e seguindo recomendações da OMS, o intuito é aumentar a higiene e garantir a segurança e mães e filhos

 Shutterstock

Amamentação e trabalho fora de casa é uma questão que, sem dúvida, preocupa as mães que vão voltar da licença-maternidade. É sabido que o aleitamento materno é recomendado exclusivamente até os seis meses e, segundo a Organização Mundial de Saúde, a OMS, até os dois anos de idade, independente da forma que for oferecida – o que ultrapassa, de longe, o tempo de licença. Sendo assim, o que fazer para manter a amamentação do seu filho mesmo depois que voltar ao trabalho?

Pensando justamente nas mães que precisam retirar o leite durante o período de trabalho, para evitar o desconforto e estimular a produção de leite, o Ministério da Saúde, juntamente com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicou uma recomendação para que empresas e órgãos públicos criem salas regulamentadas de apoio à amamentação. De acordo com o documento, as empresas que optarem pela criação destes espaços devem seguir algumas regras sanitárias, para manter a higiene em salas de apoio à amamentação, destinadas à ordenha e estocagem de leite materno durante a jornada de trabalho.

Segundo a publicação, é recomendada a existência de um ponto de água fria e um lavatório para assegurar a higiene, cadeiras separadas por divisórias, a disponibilização de frascos para a coleta do leite e recipientes térmicos para o transporte do alimento, um freezer para resfriar o leite, além de aventais limpos para serem usados durante a coleta, descartáveis de preferência. Mas, apesar de recomendar a criação das salas, a assessoria de imprensa da Anvisa enfatiza que o que foi publicado é uma recomendação às empresas, não uma imposição. 

Quem trabalha perto de casa, ou deixa o bebê em um berçário próximo à empresa, pode usar os dois intervalos de meia hora por dia, garantidos por lei, aos quais tem direito para amamentar até que a criança complete seis meses. Quem não tem essa alternativa precisará esvaziar os seios duas vezes por dia no trabalho.

Francine Ferreira da Silva trabalhava como recepcionista de uma empresa de publicidade na zona Sul de São Paulo e conta que a dificuldade na logística da ordenha depois que voltou a trabalhar, após licença maternidade de seis meses, a fez diminuir significativamente a quantidade de leite materno oferecido a seu filho Daniel, hoje com 10 meses de idade. “Ficava praticamente impossível tirar o leite do peito. Onde é que eu ia pegar a bombinha e sentar pra tirar o leite, na copa? No banheiro? Tinha muito medo de acabar contaminando o leite e deixar o meu filho doente. O que eu fiz pra ele não secar foi tirar um pouco algumas vezes por dia, no banheiro, e jogar fora – o que me entristecia, claro. Isso durou pouco. Um mês depois acabei parando, por mais difícil que fosse.”, explica.

O Ministério da Saúde, procurado pela Crescer, fez uma série de recomendações que só são viáveis se acontecerem numa sala bem equipada: “Se não há refrigerador na empresa, o leite pode ser coletado em vasilha limpa, fervida durante 15 minutos e colocado em local fresco. Para evitar a diarreia, ele só deve ser usado até seis horas após a coleta. Se tem geladeira, o leite ordenhado pode ser refrigerado com segurança por até 24 horas ou congelado por até 30 dias. Antes de alimentar o bebê com o leite guardado, aqueça em banho-maria. Ofereça o leite ao bebê com colher, copo ou xícara e lembre sempre de jogar fora o que sobrou”, afirmou a assessoria de imprensa.

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI129787-10587,00.html

Como amamentar? Curso teórico-prático.

26-mar-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

Muitas mamães enfrentam as dúvidas e não sabem se estarão preparadas para amamentar. Receber orientação profissional é sempre uma tranquilidade.

O método Mais Vida Gestantes® tem o prazer de recomendar o curso teórico e prático de “Preparo para amamentação” oferecido pelo nosso parceiro Menu Materno.

Veja abaixo a programação e calendário e prepare-se para tirar as suas dúvidas.

curso

Menu Materno – Nova parceria do Mais Vida Gestantes

11-mar-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

O método Mais Vida Gestantes® sempre preocupado com a qualidade de suas parcerias para que a sua cliente tenha sempre a opção dos melhores serviços junto ao nosso atendimento une-se agora ao Menu Materno – Consultoria em amamentação e cuidados com o bebê.

menu materno logoA empresa já mostra a seriedade em seus serviços e valores ao começar por suas sócias, Patrícia Senne Gomes Pereira, enfermeira obstetra há 10 anos, formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e Kelly P. Coca, enfermeira obstetra e Consultora Internacional em Aleitamento Materno pela Internacional Board Certified Lactation Consultant (IBCLC).

A Menu Materno simboliza o mais puro amor entre a mãe e filho, oferecendo um atendimento especializado e diferenciado, proporcionando comodidade e qualidade na assistência no aleitamento materno e nos primeiros cuidados com os recém nascidos, apoiando e incentivando nos momentos de insegurança que possam surgir às mães. Este é um ciclo de um ato de amor incondicional, e também o mais eficiente instrumento na direção da promoção de saúde física e mental já desde a primeira fase da vida humana, um profundo vínculo mãe e filho que se forma nesse momento tão íntimo e único. O leite materno é o modelo de alimento perfeito.

SERVIÇOS:

“A arte de amamentar muitas vezes precisa de retoques”.

Saiba mais pelos contatos: 4702-4743 / 7641-0200, ou bip: 344-4545, cód. 16688 – www.menumaterno.com.br.


O Exercício pode interferir na Amamentação?

24-jun-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Correr “seca” o leite?

Essa é uma pergunta que não é rara de acontecer. Também é uma observação feita por alguns profissionais que trabalham com mulheres no período Pós-parto.

O retorno ao exercício no Pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação. Durante o período gestacional muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

Não só correr pode prejudicar a amamentação e o corpo da mulher, MAS QUALQUER EXERCÍCIO ORIENTADO DE FORMA INCORRETA.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto de 900 calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação.

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Cary & Quinn (2001) em revisão literária concluíram que até a data analisada, o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.

Então concluindo: ao treinarmos, nosso organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

O correto é que o profissional saiba organizar a sessão de treino para que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

Cuidados – As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação. Principalmente para atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).

Referências Bibliográficas:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics. 89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk? Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.