Conteúdos sobre Amamentação

Amamentação traz benefícios cardíacos e para a saúde da mãe

31-out-11

Mulheres que amamentam têm menor risco cardíaco, diz estudo

As mulheres que amamentam seus filhos correm menos risco de sofrer no futuro de problemas cardíacos, revela um estudo divulgado nos Estados Unidos.

O trabalho, que analisou 139.681 mulheres após a menopausa, revelou que o grupo que amamentou durante ao menos um mês apresentava pressão arterial mais baixa, menor nível de colesterol e menos incidência de diabetes, conhecidos fatores de risco cardíaco, destaca um artigo publicado na edição de maio de “Obstetrics and Gynecology”.

Quanto maior o tempo de amamentação, maior parece ser o benefício para a saúde da mãe, destaca o estudo.

As mulheres que amamentaram durante mais de um ano tiveram uma redução de 10% em seu risco cardíaco, afirmou Eleanor Bimla Schwartz, professora de Medicina da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia) e principal autora do trabalho.

“Quando maior o tempo de amamentação, melhor para a saúde da mãe e do filho”, disse Schwartz. “Nosso estudo dá outra boa razão para que as políticas estimulem as mulheres a amamentar.”

Schwartz destacou que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres.

O estudo faz parte da iniciativa do governo federal americano, lançada em 1994, para investigar as doenças crônicas das mulheres.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u554374.shtml

Aleitamento Materno diminui risco de diabetes na mulher

03-ago-11

Amamentar os filhos reduz o risco de diabetes

Pesquisa americana mostra que a amamentação ajuda a perder gordura abdominal

The New York Times (04/09/2010)

Foto: Getty Images

Amamentação: ela também pode proteger contra o diabetes

Um novo estudo descobriu que as mães que não amamentam seus filhos correm mais risco de desenvolver diabetes tipo 2.

A doença, frequentemente associada à obesidade, ocorre quando as células do corpo perdem gradualmente a sensibilidade à insulina.

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, estudaram mais de 2.200 mulheres com idade entre 40 e 78 anos. Eles descobriram que 27% das mães que não tinham amamentado desenvolveram diabetes tipo 2, quase o dobro da número entre mulheres que amamentaram ou que nunca tiveram filhos.

Os pesquisadores disseram que as diferenças entre os grupos foram mantidas, mesmo depois que as estatísticas foram ajustadas, considerando fatores como idade, raça, nível de atividade física e índice de massa corporal.

“Dieta e exercício são amplamente conhecidos por impactar no risco de diabetes tipo 2, mas poucas pessoas percebem que o aleitamento materno também reduz o risco materno de desenvolver a doença devido à diminuição da gordura abdominal”, disse Eleanor Bimla Schwarz, professora assistente de medicina, epidemiologia e obstetrícia, ginecologia e ciências reprodutivas da Universidade de Pittsburgh.

“Nosso estudo fornece um outro bom motivo para incentivar as mulheres a amamentar seus bebês, pelo menos no primeiro mês de vida da criança”, disse Schwarz. “Os médicos precisam considerar o histórico de gestação da mulher ao alertá-la sobre o risco de desenvolver diabetes tipo 2.”

O estudo, que foi financiado pelo Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Digestivas e do Rim e pelo Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento, está publicado na edição de setembro do American Journal of Medicine.

Fonte: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/amamentar+os+filhos+reduz+o+risco+de+diabetes/n1237766371904.html

Benefícios do aleitamento para a recuperação do peso pré-gestacional

31-jul-11

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diretora e idealizadora do programa de exercícios Mais Vida Gestantes

 

Será que a amamentação pode auxiliar na perda de peso no pós-parto?

Essa é uma questão que pode ajudar a mulher que está na dúvida de amamentar ou não para perder o seu peso. Algumas mulheres ainda acham que a amamentação irá fazer com que seu peso não retorne rapidamente.

Uma excelente fonte de pesquisa para esse esclarecimento é o artigo publicado pela Dra. Marina F. Rea.

Rea MF. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. J. Pediatr. RJ), 2004, 80(5supl): S142-S146.

Segue “parte do artigo” que mostra os benefícios do aleitamento materno no retorno do peso pré-gestacional.

Recuperação de peso pré-gestacional

Sabe-se que a mulher adulta com atividade física moderada necessita de 2.000 a 2.200 calorias e de 40-45 g de proteína por dia para a manutenção de seu peso e metabolismo. Quando lactante, é necessária uma quantidade adicional de 500-640 calorias e de cerca de 16 g de proteína. Como, na gravidez, acumulam-se reservas da ordem de 100-150 calorias por dia, a mulher muitas vezes termina a gestação com sobrepeso. Assim, de maneira geral, a mulher volta ao peso pré-gravidez após algum tempo, que é variável. No puerpério, quando o organismo da mulher está preparado para lactar, qual seja, produzir leite materno, nem sempre ela consome a quantidade necessária de calorias para produzir o leite que o bebê ingere. Se estiver amamentando, o organismo irá retirar aquela reserva acumulada para fabricar o leite materno42. Se a amamentação for exclusiva, ou seja, se todas as calorias que o bebê estiver consumindo forem de origem materna, a quantidade retirada da mãe maior será43. Assim, se a mãe pára de amamentar precocemente, conserva as calorias que seriam usadas para fabricar leite materno. A puérpera, então, conservará o peso ganho na gestação e demorará mais tempo para voltar ao peso pré-gestacional.

Em regiões pobres, onde muitas vezes uma gravidez se segue à outra, o acúmulo de peso do ciclo gravídico puerperal pode contribuir para a obesidade nas mulheres adultas. A prática da amamentação exclusiva por 6 meses, conforme a recomendação da Organização Mundial da Saúde, contribui para uma perda de peso da mãe mais rápida38-40. Em estudo longitudinal realizado com 312 mulheres do sul do Brasil, Gigante et al. mostraram que as mulheres que amamentaram de 6 a 12 meses apresentaram os menores índices de massa corpórea e medidas de prega cutânea. Além disso, as que amamentaram de forma exclusiva ou predominante tenderam a ser mais magras do que as que amamentaram parcialmente ou não amamentaram43.

Motil et al., numa pequena amostra nos Estados Unidos, ao comparar mulheres lactantes com não-lactantes e nulíparas, notaram que, embora as lactantes apresentassem mais gordura corpórea até 18 semanas pós-parto, elas perdiam peso lenta e gradualmente até os 12 meses. Ao final de 1 ano, as pregas cutâneas dos três grupos de mulheres não diferiram significativamente44.

É importante salientar que já foi demonstrado que a perda de peso das mulheres lactantes em amamentação exclusiva, que pode chegar a 500 g por semana entre a quarta e a 14ª semana, não interfere no crescimento dos bebês45.

Link para acessar o artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572004000700005&script=sci_arttext

Aleitamento materno e Exercício

19-out-10

Pós-parto – exercício e aleitamento materno

Profa. Ms Gizele Monteiro

 

O exercício pode “secar” o leite?

bebe lindoEssa é uma pergunta que não é rara de acontecer e uma dúvida que as mamães têm quando pensam em realizar exercícios.

O retorno ao exercício no Pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação. Durante o período gestacional muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

QUALQUER EXERCÍCIO “ORIENTADO DE FORMA INCORRETA” NO PÓS-PARTO PODE PREJUDICAR A AMAMENTAÇÃO E O CORPO DA MULHER.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto de 900 calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão alimentar inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer o aleitamento materno.

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Cary & Quinn (2001) em revisão literária concluíram que até a data analisada, o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.

Então concluindo: ao realizarmos exercícios, nosso organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

O correto é que o profissional saiba organizar a sessão de treino para que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

 

Cuidados – As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação. Principalmente para atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).

 

 

Se você mamãe procura uma orientação consciente e bem orientada nesse período, o Mais Vida Gestantes trabalha com profissionais especializados na área. Procure-nos e veja a diferença.

Nossos programas:

- Personal Gestante – com ou sem o seu bebê,

- Exercícios em grupo reduzido – com ou sem seu bebê,

- Grupo de caminhada em parques (Usp e Ibirapuera – necessário agendamento)

Locais que atendemos: São Paulo, Guarulhos, Bauru, Campinas, Rio de Janeiro.

Entre em contato:

e-mail: gizele@metodomaisvida.com.br

Telefones e locais de atendimento:

São Paulo: (11) 7871.4162 /2867.3307

Bauru: (14) 8148-7888

Campinas: (19) 7804-1295

Rio de Janeiro: (21)3242-3334 / (21)9209-3842

 

Referências Bibliográficas:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics. 89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk? Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

Amamentação e o retorno ao trabalho. Como fazer? Veja a dica da nossa parceira Leite Fácil

16-set-10
Leitefacil_logojpegO Mais Vida Gestantes sempre procura oferecer dicas e orientações para suas clinetes e para mulheres que buscam informações.

Segue um artigo muito interessante e importante para um dos momentos mais difícies para a nova mamãe, a separação do seu bebê para retornar ao trabalho e como manter a amamentação.

O Leite Fácil, uma das empresas parceiras do Mais Vida Gestantes pode auziliar nesse processo.

Amamentação no retorno ao trabalho

Um dos momentos mais dolorosos na relação da mãe com o seu bebê é no retorno ao trabalho, pois ocorre a separação mãe/filho. Fica a preocupação com os cuidados de seu bebê, o responsável na sua ausência, a alimentação, em especial com o leite materno e a quantidade que o bebê mama entre outras questões.

O ideal é se preparar 30 dias antes do retorno ao trabalho e dividir a preparação em 02 quinzenas:

1ª quinzena – Triagem -Saber quanto o bebê mama.  Como saber: Retire uma quantidade do seu leite com o extrator de leite materno e ofereça aos poucos ao bebê. Anote tudo, assim você saberá qual a quantidade que o seu bebê está mamando a cada mamada. – Oriente o responsável que cuidará do bebê na sua ausência.  2ª quinzena – Colocar em prática todo o aprendizado da 1ª quinzena  -Iniciar o congelamento do leite materno por no máximo quinze dias. 

Na empresa Leitefacil você encontra um programa objetivo com todas as informações necessárias para tornar o retorno ao trabalho mais tranquilo.

 

Contato da empresa: atendimento@leitefacil.com.br

Por: Eliana Araujo – Técnica em Enfermagem e proprietária da Leitefacil, empresa pioneira no ramo de locação de equipamentos para aleitamento materno e orientação para mães no pós-parto.

Mãe adotiva também pode amamentar

15-set-10

Mãe adotiva também pode dar o peito

Conheça mulheres que amamentaram sem nunca ter engravidado

Fernanda Aranda, iG (22/06/2010)

Cristina Marinho Martins celebrou o primeiro encontro com o filho com uma olhada bem no fundo dos olhos daquele bebê. Ninou Thiago, desabotoou a blusa e ofereceu seu peito como alimento e prova de amor. Ali, diz ela, selava um pacto de cumplicidade mútua.

 

Foto: Getty Images

Amamentar é uma possibilidade mesmo para mães adotivas, dizem os médicos

João Pedro foi outro protegido pela vacina natural que sai do seio materno – arma poderosa contra as doenças da infância – no instante em que conheceu a mãe Tatiane Fernandes. A mamada de boas-vindas foi rápida, mas intensa. Representou o vínculo da nova família que nascia.

Cristina e Tatiane são exemplos de mulheres que desfrutaram o gosto da maternidade por meio da amamentação com a particularidade – que para elas é só um detalhe – de nunca terem gerado uma criança. Thiago e João Pedro, hoje com 5 e 2 anos, viraram garotões saudáveis com leite materno sem nunca terem mamado em quem os deu à luz.

Os quatro não são exceções da medicina e nem representam um fenômeno raro. Os médicos descobriram que as mães adotivas podem, sim, amamentar da forma tradicional. A constatação dos especialistas começa a ganhar os lares de famílias adotivas e se transformar numa recomendação de saúde para as mães que estão dispostas a adotar.

“Antigamente a chamada amamentação adotiva era uma possibilidade cheia de mistérios, não se sabia como trabalhar, existia medo e receio”, afirma Marcus Renato de Carvalho, professor de pediatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro e consultor em amamentação pela International Board Certified Lactation Consultants. “Hoje em dia é um método aprovado, os profissionais de saúde já dominam a técnica e divulgam essa possibilidade. Todos os meses recebo dezenas de mães adotivas querendo amamentar seus filhos tradicionalmente. Muitas conseguem.”

Empenho à luz do sol

A possibilidade de ter leite natural mesmo sem passar pela bomba hormonal trazida pela gestação começa, primeiro, com vontade e disposição de realizar o ato. Empenho é a palavra de ordem, inclusive para as mulheres que geraram os bebês, já que uma pesquisa da Fiocruz divulgada no início do ano mostrou que 44% delas falham na amamentação.

“É claro que muitos fatores são influentes na amamentação adotiva. Quanto mais nova é a criança, maior é a chance do aleitamento ser possível. Alguns medicamentos estimulam a produção do hormônio do leite, a prolactina. As massagens e o estímulo com bombas e equipamentos também ajudam a induzir o aleitamento”, pontua Carvalho.

Tatiane fez tudo o que o médico indicou e também tomou sol nos bicos do peito, técnica que funciona para preparar a mama – já que a aréola não é preparada pela pigmentação trazida pela gravidez.

“Mas nada foi tão estimulante quanto enxergar as transformações resultantes da insistência de oferecer o peito à boca do João Pedro”, conta.

O nenê sugava o alimento – que primeiro saia ralinho e depois ficou mais espesso – dormia um sono gostoso e crescia a cada dia. Ao mesmo tempo, ela esquecia das mamas doloridas, suportava o cansaço das noites mal dormidas e experimentava a sensação plena de ser mãe em cada mamada.

“Soube aos 14 anos que não poderia gerar uma criança por um problema no sistema reprodutivo. Mas nunca duvidei que seria mãe.” A amamentação deixava a convicção de Tatiane explícita a qualquer um que fazia uma visita ao recém-chegado João Pedro.

As vantagens

As mães Cristina e Tatiane tiveram algumas vantagens que contribuíram para o êxito da amamentação dos filhos não gerados em seus ventres. Elas não engravidaram, mas tiveram um tempo para se preparar para a chegada de seus bebês. “No meu caso”, explica Cristina Martins, “sabia que não poderia engravidar. Minha irmã fez a inseminação artificial com o sêmen do meu marido. Acompanhei de perto a gestação e durante todo o processo estimulei as mamas. Quando o Thiago nasceu, eu já tinha leite”, conta.

Já o filho de Tatiane foi gerado por fertilização in vitro no ventre da avó materna. “Durante a espera do João Pedro, eu até engordei junto! Só não tive enjôo, mas o resto senti na pele”, conta ela, que refere à gestação da mãe, na época com 42 anos, como “a nossa gravidez”.

Recomendação universal

Mesmo que não conheçam a mãe biológica dos filhos do coração, todas as mães adotivas podem tentar amamentar, recomenda a pesquisadora do Instituto de Saúde de São Paulo e uma das principais referências em amamentação do País, Marina Ferreira Réa.

“Não dá para atestar que todas terão sucesso. Se o bebê chega com mais de quatro meses, por exemplo, o processo é ainda mais lento, mas não impossível”, informa, incentivando a persistência. “É sempre bom lembrar que o leite materno de uma mulher que engravidou tem a mesma qualidade do leite produzido por uma mulher que estimulou a amamentação. Os dois tipos são essenciais para criança, completos e uma forma bem eficiente de criar vínculo entre mãe e filho.”

Fórmula mágica

Tatiane diz que tentaria amamentar João Pedro todos os dias, mesmo que o leite não saísse. “Já iria valer só pelos momentos que tivemos juntos, aquela hora só nossa, tão importante para a nossa relação.” Cristina é adepta da mesma teoria e o especialista da UFRJ Marcus Renato Carvalho não tem só as evidências científicas para aplaudir a persistência de todas as mães adotivas que vão ao seu consultório querendo alimentar seus filhos. “É uma experiência pessoal”, arremata.

Após o término da entrevista, Carvalho confidenciou ao Delas que é a prova viva da possibilidade do aleitamento materno adotivo. Aos 11 anos de idade, Carvalho descobriu que era adotado “sem drama”, afirma. Ao saber a origem da sua história um outro capítulo foi revelado: sua mãe adotiva, durante as longas noites embaladas pelo choro interminável daquele garoto rejeitado pela mãe biológica, ofereceu o peito como tentativa de alento. Marcus Renato Carvalho mamou.

O médico que hoje ajuda mães “do coração” a amamentar seus filhos, autor de vários livros sobre o tema e pesquisas na área, é um exemplo de que a amamentação por mães que nunca engravidaram é um sonho possível. Ele descobriu isso lá nos anos 50, época em que nem mesmo a medicina, sua devoção futura, tinha se convencido desta possibilidade.

Os passos do aleitamento da mãe adotiva

- Se vai adotar uma criança e deseja amamentá-la tradicionalmente, informe isso ao seu médico

- O processo é lento e requer empenho. Faça massagens nos seios, tome sol com eles descobertos (fora dos horários de sol intenso) e também se informe sobre os aparelhos que fazem o bombeamento das mamas com foco na estimulação.

- Com orientação médica, há a possibilidade de usar medicações que estimulem a produção de prolactina, hormônio do leite materno

- Nos bancos de leite, são mais de 150 espalhados pelo País, os profissionais são habilitados a dar informações sobre isso. Veja os endereços

- Ao iniciar a amamentação, é possível que o bebê precise de complemento na alimentação. Uma técnica é usar uma sonda bem fininha. Coloque uma ponta das sondas no copo e a outra próxima ao bico do seu seio. O nenê ao mesmo tempo que suga o peito, recebe o leite do copinho. Com o tempo e estímulo, ele vai passar a beber menos do copo e mais do peito.

Fonte: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mae+adotiva+tambem+pode+dar+o+peito/n1237670374086.html

Doe Leite Materno – Campanha de Doação de Leite Materno

07-ago-10

 

Nessa semana realizamos o Especial da Semana Mundial do Aleitamento Materno. Gostaríamos de aproveitar a oportunidade e fechar com um último artigo falando de uma campanha muito séria que existe também – a CAMPANHA DE DOAÇÃO DE LEITE MATERNO.

 

A  Organização Mundial da Saúde classifica a rede bancos de leite humano brasileira a mais complexa, e  com maior rigor no controle da coleta.

No Brasil, são coletados cerca de  140 mil litros de leite humano anualmente. É isso mesmo, o Brasil é um dos países mais adiantados no quesito ‘doação de leite materno’.  E embora a doação de leite materno seja grande,  e  o país tenha cerca de 180 unidades (Banco de Leite)  em todos os estados brasileiros, ainda é necessário que se aumente a doação para atender à todas as crianças brasileiras que precisam do leite.

 

camila pitanga

 

Por isso o Ministério da Saúde está promovendo uma campanha de doação de leite materno, para incentivar as mãe a doarem leite. A madrinha da campanha de doação foi a atriz Heloisa Perisse e seu bebê, foram ao todo produzidos cerca de 80 mil folhetos e 20 mil cartazes para serem espalhaados por todo o Brasil.

 

samara felipo

 

Todas nós sabemos que o leite materno é de suma importância para o desenvolvimento do bebê, e  para manter o seu sistema de imunidade alto, o leite da mãe defende o recém-nascido de doenças diversas. É importante também saber que doar leite materno não acarreta nenhum problema para mãe doadora ou para o seu bebê, porque não reduz a produção do leite. Ao contrário quanto mais a mulher amamenta, mais as glândulas mamárias produzem leite. Por isso se você tem leite em excesso faça este gesto de amor e salve muitas vidas.

 

doe leite materno

Para doar o seu leite você deverá entrar em contacto com um banco de leite na sua cidade. E para ter mais informações sobre o tema visite o site:

Fiocruz – Doação de Leite Materno

Importância de uma boa alimentação materna durante o período de aleitamento

06-ago-10

Especial Semana Mundial do Aleitamento Materno

A Dra. Mara Cristina Sousa Miranda, nutricionista do Empório da Papinha fala sobre a importância de uma boa alimentação para a mamãe durante o período de aleitamento materno.

 

newmomNa fase em que a mãe está amamentando, a alimentação assume um papel de importância ímpar, isso porque os alimentos ingeridos ajudam a recuperá-la do parto, a ter energia suficiente para enfrentar a dura jornada de cuidados com o bebê.

O Estado Nutricional Materno está intimamente ligado a produção do leite.

A dieta deve conter todos os nutrientes como proteínas, carboidratos, gordura, vitaminas, minerais, água e fibras.

“A princípio não há alimentos proibidos para a nutriz. Em situações de suspeita de alergia alimentar no bebê, em aleitamento materno exclusivo, cujo diagnóstico é bem difícil, pode-se pensar numa dieta hipoalergênica para a mamãe”.

O correto é manter uma alimentação sadia, com bastante leite, água e sucos, para estimular a produção de leite.

Alguns fatores estimulam a produção de leite: sucção, presença da criança (estímulo auditivo, visual e olfativo), frequencia, intensidade e duração do estímulo.

Outros fatores podem inibir a liberação de leite: stress, ansiedade, dor, cansaço, nicotina e bebidas alcoólicas.

 

O Leite Humano:

É a fonte completa de nutrientes para o bebê (lactente). Sua composição química é ideal para as condições da digestão e do metabolismo do recém-nascido.

 

Cuidados Necessários para as Mães que Amamentam:

- Seguir as recomendações nutricionais e sempre que possível a orientações de um Nutricionista;

- Ingestão de líquidos freqüentemente;

- Deve-se evitar o consumo exagerado de doces, frituras, guloseimas e outros, uma vez que possuem alta densidade calórica e “pouco ou quase nenhum” nutriente importante para a mamãe e o recém-nascido;

- Incluir diariamente em pelo menos uma das refeições principais uma proteína de origem animal (carne magra – bovina, frango ou peixe). Na falta da carne, o ovo é um bom substituto, devendo ser consumido, no máximo, 02 vezes por semana;

- Incluir diariamente legumes, verduras (cruas ou cozidas) e frutas.

- Nos lanches intermediários (manhã, tarde e noite), dar preferência a frutas inteiras ou suco natural de frutas ou leite batido com frutas ou leite desnatado e seus derivados como iogurte, etc.;

- Evitar (ou diminuir) o consumo de: frituras, doces, refrigerantes, refeições muito temperadas, corantes. Não exceder no sal e evitar as pimentas;

- Evitar grandes quantidades de café, chá preto e chocolate;

- Não fumar nem fazer uso de bebidas alcoólicas;

- Não tomar medicamentos sem orientação médica, pois algumas drogas podem prejudicar a produção do leite.

É importante ajudar a mulher a compreender, de uma forma prática e simples, os princípios de uma alimentação saudável, para que ela possa encontrar mecanismos próprios e estratégias que tornem as suas escolhas do dia-a-dia as mais acertadas para a promoção da sua saúde e a do seu bebê. É fundamental que essa fase “especial de nossa vida” seja muito bem programada e orientada por profissionais competentes para garantirmos a nossa saúde e a de nossos filhos. O ideal é procurar a orientação de um Nutricionista para que a dieta seja direcionada para “você”, de acordo com as suas necessidades nutricionais, peso atual e exame laboratorial, garantindo assim uma alimentação saudável para a lactante.

Médica ensina como tirar o leite materno – Video

05-ago-10

Especial Semana Mundial de Incentivo ao Aleitamento Materno.

 

Todos os dias estamos publicando matérias que falam sobre o tema e possam esclarecer e ajudar a mulher a entender o que fazer nesse momento tão importante para a sua vida e a de seu bebê.

 

 

menu materno logoO Mais Vida Gestantes mantém parceria com o Menu Materno que presta serviços na área de Assistência ao aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido.

Se você precisa de auxílio ou deseja esclarecer dúvidas, entre em contato:

www.menumaterno.com.br

Como o leite materno é produzido?

04-ago-10

Como o leite materno é produzido

 

Especial para a SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO

Veja a animação e entenda todos os processos fisiológicos e emocionais (afetivos) que acompanham a amamentação.

 

http://oglobo.globo.com/servicos/pop_infografico.asp?p=/saude/vivermelhor/info/amamentacao/amamentacao.swf&l=620&a=500