Conteúdos de 3/agosto/2010

Dia da Gestante (convite) – Organização Mais Vida Gestantes, Ac. Activa e Roteiro das Grávidas

03-ago-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diretora e Idealizadora do Mais Vida Gestantes

 

Sábado Dia 14/08.

 

Organizado pelo Mais Vida Gestantes, juntamente com o Roteiro das Grávidas, o evento irá acontecer na Academia Activa em Pinheiros.

Um dia todo só focado nas grávidas, cheio de palestras, ginástica, fotos, brindes, sorteios, bazar de roupas, decoração de quarto, enxoval de bebê, chá de bebê e batizado, e muito mais com as melhores lojas e prestadores de serviços de São Paulo em um só lugar.

E melhor de tudo que será totalmente gratuito. Não precisa comprar ou pagar nada para participar. Bem democrático. Uma homenagem nossa as grávidas paulistanas.

Nas pausas, um delicioso café da manhã preparado pela Quitanda.

Convite para o Dia da Gestante do Roteiro das Grávidas - Dia 14/8 (Sáb)

 

VEJA TODO A PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS E AULA PRÁTICA COM EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTO E MASSAGEM.

VAGAS LIMITADAS: increva-se logo ligando para (11) 3081-6440.

Aleitamento Materno – benefícios

03-ago-10

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno continuamos com as matérias (artigos) especiais abordando, benefícios que acompanham o aleitamento para a mãe e para o bebê, além de informativos, dicas, animações sobre o tema .

 

desenho amamentacaoEstudo canadense revelou que o aleitamento materno prolongado favorece o desenvolvimento cognitivo e a inteligência das crianças.

Já em 1999 o American Journal of Clinical Nutrition publicava que o QI (quociente de inteligência) de  bebês amamentados é de 3 a 5 pontos mais elevado do que os alimentados com leite sintético. Esses trabalhos recentes, dirigidos por Michael Kramer, da Universidade McGill de Montreal, e a sua equipa, constituem o maior estudo realizado, tendo incidido sobre uma amostra de 14 mil crianças na Bielorrússia.

O estudo conclui que o aleitamento materno produz uma subida do quociente intelectual das crianças e uma melhoria do seu rendimento escolar, segundo informou a universidade McGill em comunicado. «O nosso estudo constitui a maior prova até hoje de que um aleitamento materno prolongado e exclusivo torna as crianças mais inteligentes» afirmou Kramet, professor de pediatria, epidemiologia e bioestatística na Faculdade de Medicina da Universidade McGill.

O que parece mais importante neste estudo é que ele venhareforçar e alertar para a importância do aleitamento materno. Na verdade, o leite humano é muito diferente do leite adaptado (leite em pó) e contém todas as proteínas, açúcares, gordura, vitaminas e água que o bebê necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos, fundamentais para o fortalecimento do sistema imunitário da criança. É por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções. Tem ainda um importantíssimo ácido gordo do tipo Ómega 3, o DHA (ácido docosahexaenóico), fundamental para o desenvolvimento da retina (prevenção da miopia) e do sistema nervoso central do lactante.

Entre outras vantagens, o aleitamento materno protege as crianças de otites, alergias, vómitos, pneumonias, meningites, etc. Ele é mais facilmente digerido e o acto de mamar melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes. Este acto promove também a criação do vínculo materno, importante estímulo para as futuras relações sociais da criança.

Por fim, o aleitamento também tem vantagens para a mãe aumentando a sua confiança e diminuindo a ansiedade, ajudando a retomar o peso normal (permite queimar calorias), a diminuir a perda de sangue pós-parto e o retorno do útero ao tamanho normal. Parece também ser uma proteção contra o cancer de mama e do ovário e contra a osteoporose.

As recomendações da OMS são que as criança devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade. A partir dessa idade devem começar os alimentos complementares (sopas, papas, …) e continuar com o leite materno até cerca dos 2 anos.

 

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Pré-eclâmpsia – Riscos para a Gestação

03-ago-10

Pré-eclâmpsia mata ao menos duas gestantes por dia no Brasil

 

No Brasil, a hipertensão arterial na gravidez constitue a primeira causa de morte materna. Estudo recente apontou que, nas capitais brasileiras, os transtornos hipertensivos lideram as causas deste tipo de morte, representando em torno de 25% dos óbitos maternos investigados (Laurenti et al, 2004). 

 

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil – ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass.

“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico.

As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança. A enfermidade é caracterizada por pressão alta e perda de proteínas pela urina, consequência de falhas na filtragem que é feita pelos rins. Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, apenas que se trata de uma espécie de reação exagerada do organismo da mulher ao feto.

A propensão é maior entre gestantes hipertensas, com excesso de peso e cujas mães tiveram o problema.

Após iniciado o processo inflamatório, há risco de complicações como falência renal, insuficiência hepática, convulsões (eclâmpsia) e acidente vascular cerebral. Vale destacar que nem todo aumento de pressão na gravidez é sinônimo de pré-eclâmpsia. Evolução silenciosa, Sass esclarece que a doença começa assim que o embrião chega ao útero, mas os sintomas só começam a aparecer a partir da 20ª semana de gestação. Algumas mulheres apresentam sinais de que a pressão aumentou, como dor de cabeça, tontura e visão borrada. Muitas também apresentam inchaço e ganho de peso repentino, decorrente da retenção de líquido, mas não levam os sintomas a sério por achar que fazem parte da gravidez. “É uma doença silenciosa, por isso é tão preocupante”, comenta.

Em geral, a pré-eclâmpsia é controlada com medidas paliativas, como o uso de medicamentos para baixar a pressão e evitar convulsões. Em alguns casos, também é indicada a aplicação de corticoide para melhorar o desenvolvimento do bebê. O problema, segundo o médico, é que muitas mulheres chegam ao hospital com os sintomas em estágio avançado e, nesses casos, a única alternativa é afastar da mulher o foco da inflamação, que é a placenta, imediatamente. Em outras palavras: é preciso antecipar o parto para evitar a morte da mãe e/ou do bebê.

Exames:

Atualmente, o diagnóstico da pré-eclâmpsia é clínico (feito em consultório) e confirmado por exames que detectam a presença de proteínas na urina. A investigação da existência de marcadores no sangue que podem facilitar a detecção de alterações na placenta antes que os sintomas físicos da doença apareçam é tema de simpósio.

Como não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, Sass ressalta que a gestante deve ficar atenta a qualquer sintoma diferente e relatar ao profissional que a acompanha. “Na dúvida, é melhor procurar o médico logo do que esperar pela consulta seguinte do pré-natal”.

 

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/07/16/pre-eclampsia-mata-ao-menos-duas-gestantes-por-dia-no-brasil.jhtm

Referência Bibliográfica:

Laurenti R, Jorge MHPM, Gotlieb SLD. A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas características e estimativa de um fator de ajuste. Rev Bras Epidemiol. 2004;7(4):449-60..