Todos os filhos precisam ser adotados

O texto traz uma verdade maravilhosa, mas que nem todos conhecem. A psicóloga, psicanalista e fonoaudióloga Glória Góes fala sobre a necessidade de todos os filhos serem adotados por seus pais

 

4309771140_af8312c4b3_oÉ isso mesmo. Os pais, embora tenham gerado seus próprios bebês, também precisam adotá-los. E o motivo é que o vínculo biológico não garante o “apego” * ao bebê e nem é instantâneo. É preciso que seja feito um investimento emocional neste bebê. Isso também explica o fato de uma criança poder fazer vínculo com uma mãe substituta.

Em uma das definições do dicionário, adoção trata-se de ação ou efeito de aceitar alguém ou algo. Portanto, os pais precisam aceitar, reconhecer, achar um ponto de identificação com seus filhos.

Esse investimento no bebê começa muito antes da mãe engravidar ou durante a gestação, quando o bebê já faz parte dos planos e das fantasias dos pais e ocupa um lugar no desejo parental, na vida do casal. Mesmo assim este investimento deve continuar após o nascimento quando o bebê imaginado dará lugar ao bebê real.

O bebê, desde muito cedo, é capaz de estabelecer relações com seus pais. Descobertas como esta, feitas por pesquisadores, influenciaram fortemente decisões na área da saúde. Uma das ações foi permitir a entrada dos pais na UTI Neonatal para acompanhar e se aproximar de seus filhos, favorecendo a formação do vínculo e a recuperação mais rápida do bebê. Seguindo este mesmo pensamento, o método mãe-canguru, que visa acelerar o desenvolvimento de bebês prematuros através do contato físico entre os pais e o bebê, também trouxe grande benefício.

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Enfim, acreditar que desde os primeiros dias de vida do bebê está se construindo uma relação é fundamental para que os pais dirijam-lhe a palavra, o olhar e o toque de modo muito mais especial.

É nesta vinculação que o bebê também vai se constituir como sujeito e vai se dar o nascimento psicológico. No próximo artigo falarei um pouco mais sobre este nascimento.

  • Teoria do apego:  expressão para denominar o vínculo formado entre o bebê e a mãe ou a pessoa substituta, ao longo do seu primeiro ano de vida. Expressão criada por Bowlby, psiquiatra que se dedicou ao estudo do desenvolvimento infantil.

Extraído do site: http://www.bellepetit.com.br 

Glória Góes: graduada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Estácio de Sá. Formação em psicanálise durante 15 anos na Escola Letra Freudiana no RJ.

Experiência no atendimento e orientação a bebê e gestante, oferece cursos para gestantes/casais grávidos e babás

Palestrante na área da saúde, educação e empresarial

 

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