Conteúdos de 25/março/2010

Gravidez após a cirurgia de redução de estômago

25-mar-10

“QUANDO COMPARADAS COM AS GESTANTES OBESAS QUE ENGRAVIDAM, AQUELAS QUE O FAZEM APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA, TÊM MENOR INCIDÊNCIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E MENOR GANHO DE PESO DURANTE A GESTAÇÃO”

Por: Citen (08/06/2009)

Cerca de 50% das cirurgias para tratamento da obesidade são realizadas em mulheres em idade fértil, muitas delas, com grande dificuldade de engravidar devido aos vários problemas causados pela obesidade que afetam a ovulação.

Quando outras formas de emagrecimento falham, as pacientes com obesidade grave podem ter acesso, através da cirurgia bariátrica, a um tratamento potencialmente efetivo, que pode resultar em perda de até 70% do excesso do peso corporal.

Com a perda de peso induzida pela cirurgia, geralmente ocorre a normalização dos ciclos menstruais, anteriormente irregulares, desaparecem os cistos ovarianos, estabelece-se a ciclicidade hormonal e a ovulação é a regra.

“Nesse novo ambiente metabólico, muitas mulheres, anteriormente com quadros de infertilidade, vêem uma possibilidade real de engravidar. É muito importante que esta decisão seja compartilhada com a equipe médica. Esta gestação tem que ser programada e assistida, devido aos vários riscos impostos pelas mudanças anatômicas e funcionais produzidas pela cirurgia de redução do estômago”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva.

Após a cirurgia, pacientes com os ciclos normalizados não encontram dificuldade para engravidar. Apesar dos riscos de anemia, muitas mulheres têm filhos saudáveis. No Paraná, o acompanhamento de gestantes que se submeteram à gastroplastia tem sido cada vez mais minucioso. Há um ano e dez meses, um caso ocorrido no Estado foi considerado o primeiro da literatura médica mundial e obteve bastante sucesso. Pela primeira vez no mundo, uma mulher que se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago engravidou de gêmeos por fertilização in vitro.

“Devido às modificações nutricionais de quem se submete à cirurgia, situações de baixo peso e retardo de crescimento intra-uterino são esperados. Porém, no Paraná, o nascimento de um menino e uma menina na 36.ª semana de gestação, em ótimas condições de saúde e com bom peso, surpreendeu a todos e deixou os médicos bastante animados. Isso prova que as chances de uma mulher operada ter uma gravidez tranqüila e filhos saudáveis são cada vez maiores”, diz o médico.

Cuidados antes da concepção

A rápida perda de peso que se segue às cirurgias da obesidade alcança um platô por volta de 12 a 18 meses, após o procedimento.

As técnicas classificadas como by pass desviam o alimento de importantes rotas absortivas e podem levar à deficiência de vários micronutrientes importantes para a saúde materno-fetal. “As deficiências de ferro, cálcio, vitamina B12 e ácido fólico, comuns nas pacientes submetidas a essas cirurgias, são mais intensas nas mulheres que menstruam, uma vez que perdem mais ferro através do sangue menstrual”, observa a médica.

Cuidados gestacionais

As complicações da cirurgia bariátrica durante a gestação incluem a obstrução intestinal materna, geralmente devido à hérnias do intestino delgado, mais comuns nos procedimentos com laparoscopia, em relação às mulheres operadas através de abertura da parede abdominal.

Segundo a Dra. Ellen, as queixas de desconforto abdominal nas gestantes devido a complicações da cirurgia bariátrica podem passar despercebidas ou podem ser confundidas com as alterações ligadas à própria gestação como os vômitos freqüentes, refluxo, contrações uterinas e mal estar matutino.

As baixas de glicose ou hipoglicemias, tão freqüentes nas gestantes de uma maneira geral, são geralmente mais comuns e mais graves nas gestantes após a cirurgia bariátrica. Além disso, a complicação mais sintomática e desconfortável dessas cirurgias, o chamado dumping, é também mais freqüente nas gestantes. “Há que se reforçar a necessidade das refeições mais frequentes, o cuidado com o jejum prolongado e o risco dos líquidos ou alimentos sólidos ricos em açúcar. As manifestações extremamente desconfortantes do dumping dão à paciente submetida à cirurgia bariátrica a noção clara da importância do controle alimentar, tanto em relação à freqüência, como em relação ao tipo de alimentos ingeridos”, diz a médica.

Vitamina C pode aliviar efeitos do fumo

25-mar-10

Profa. Ms Gizele Monteiro

O tratamento com vitamina C deve ser mais uma alternativa para mães que não conseguem parar de fumar durante a gravidez.

Apesar de décadas de advertências e campanhas públicas de prevenção, aproximadamente 12% das mulheres continuam fumando durante a gravidez, segundo estatísticas do Ministério da Saúde norte-americano.

Pesquisadores da Oregon Health & Science University, descobriram que altas doses de vitamina C podem neutralizar alguns dos efeitos negativos do cigarro nos bebês ainda no útero da mãe.

Os estudiosos esclarecem, entretanto, que as descobertas não liberam mulheres grávidas para fumar normalmente.

Os resultados podem levar a um tratamento de último recurso, caso a futura mãe não consiga largar o fumo.

“A coisa mais importante é que as mulheres grávidas parem de fumar”, reforça Eliot Spindel, cientista do departamento de neurociência da universidade de Oregon.

Publicada no domingo passado, no The American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, a pesquisa estudou três pequenos grupos de macacos – animais similares aos humanos durante a gravidez, com o mesmo tipo de placenta e longo período de gestação.

Sete macacos nasceram de mães que recebiam doses diárias de 2 miligramas de nicotina, doses comparadas às presentes em mulheres fumantes. As habilidades de respiração e desenvolvimento dos pulmões desses macacos foram comparadas com os de sete macacos nascidos de mães que receberam as doses de nicotina mais 250 miligramas diárias de vitamina C durante a gravidez. Um terceiro grupo de macacos não recebeu nem a nicotina e nem a vitamina C e foi tido como o grupo de controle. Os pesquisadores descobriram que os animais expostos à nicotina, antes do nascimento, tiveram redução do fluxo de ar nos pulmões em comparação com os que receberam a nicotina junto com a vitamina C. Os macacos que receberam as doses de nicotina e vitamina C tiveram o nível de fluxo de ar nos pulmões próximo ao dos animais do grupo de controle.

O neurocientista disse não saber ainda que mecanismos dão à vitamina C esse efeito sobre a nicotina, mas antecipa duas teorias:

1) a primeira envolve o efeito da vitamima C em tecidos conexivos. A nicotina é prejudicial aos tecidos elásticos dos pulmões e, é possível, que a vitamina C previna esse tipo de dano.

2) a outra hipótese vê a vitamina C como um antioxidante que protege as moléculas do corpo dos radicais livres gerados durante o metabolismo e da exposição a toxinas e outros poluentes.

Publicada em: http://www.agecom.df.gov.br/042/04299003.asp?ttCD_CHAVE=30247