Conteúdo de agosto/2009

Como o vírus da Gripe suina pode ser transmitido?

26-ago-09

O Video explica como a gripe suina pode ser transmitida (Ministério da Saúde.)

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/multi/2009/07/17/04023966C8C17346.jhtm?video-explica-como-a-gripe-suina-pode-ser-transmitida-04023966C8C17346

Gravidez Ativa – Previna a dor lombar com exercícios

21-ago-09

Profa. Ms. Gizele Monteiro

A dor lombar é uma das complicações mais comuns da gravidez e afeta cerca de 50% das mulheres grávidas. Pode ser considerada uma das principais queixas da gestação e o maior motivo de licença a maternidade antecipada. A dor lombar interfere nas atividades de vida diária, além de poder causar um susto e um mal estar psicológico de que algo está ocorrendo com a gravidez. Alguns estudos apontam que em grande parte das gestantes a dor inicia entre terceiro e quinto meses.

Poucas mulheres sabem, mas o exercício pode ser um meio muito eficiente para a prevenção da dor lombar
durante a gestação, porém é importante que não só o profissional que trabalha com a gestante, mas também a própria gestante entendam que assim como o exercício é um forte aliado na prevenção da dor, o excesso pode oferecer grandes riscos, pois o corpo da mulher nesse momento está passando por grandes modificações e não suporta a mesma carga comparado a uma mulher não gestante.

Uma sobrecarga ou exercícios inadequados, ou o carregamento de peso podem desencadeá-la.

Prescrição de Exercícios para a prevenção da dor lombar:

Para a prevenção da dor lombar a combinação de exercícios é mais eficiente, sendo que um programa adequado deve combinar exercícios de alongamento, fortalecimento e relaxamento muscular, podendo este último utilizar a massagem.

O exercício físico tem efeitos positivos diminuindo a intensidade da dor. Os relatos mostram além da prevenção, que a intensidade é menor em mulheres que se exercitam comparadas com as que
não se exercitam e também aquelas que apresentam uma condição física melhor antes da gestação têm menor chance de desenvolver a lombalgia gestacional, por isso sendo então há uma grande vantagem em manter-se ativa se a mulher deseja engravidar.

No Pós-parto, engana-se quem acha que vai se livrar da dor lombar, muitas vezes ela aparece no pós-parto. Estudos demonstraram que ela tende a desaparecer nos primeiros 6 meses do pós-parto, mas quase 82% das
mulheres continuaram a ter dores por 18 meses do período pós-parto.

Para o período gestacional a orientação do exercícios fica limitada devido o volume abdominal e por isso o profissional deve saber quais exercícios pode escolher. Com o passar dos trimestres gestacionais os exercícios devem ser ajustados em sua execução, principalmente no último trimestre com um volume abdominal maior. Se o exercício realizado em equipamento for desconfortável, deve-se optar por exercícios utilizando halteres ou banda elástica.

Se você deseja uma orientação segura e realizada por profissionais especializados nessa área, o método Mais Vida Gestantes apresenta profissionais preparados em programas para as várias fases: PRÉ-GRAVIDEZ, GRAVIDEZ e PÓS-PARTO.

Procure um de nossos locais credenciados ou nosso serviço domiciliar: e-mail – gizele@metodomaisvida.com.br ou fone - (11) 2867.3307 / 7871.4162.

Tensão Muscular

17-ago-09

Profa. Ms. Gizele de Assis Monteiro

O estresse da vida moderna traz algumas conseqüências ao corpo. Uma delas podemos identificar na própria musculatura. Músculos rígidos e doloridos, dores no corpo, na região do pescoço ou nas costas, dores de cabeça, movimentos com amplitudes limitadas, problemas posturais, bruxismo (ranger de dentes), são algumas conseqüências que podemos relacionar ao aumento da tensão muscular.

Por essas razões, a tensão muscular pode ser usada como um bom indicador do estresse físico e emocional.

Toda tensão psicológica ou física se traduz por um aumento da tensão muscular, que tem como função preparar o corpo para uma situação de defesa. Quando essas situações ultrapassam o limite do organismo suportar o estresse, existe um processo de não recuperação do organismo, produzindo tensão muscular excessiva que terá ainda outros efeitos sobre o funcionamento do corpo.

Essa tensão muscular excessiva é responsável no estado de estresse pelas contrações dolorosas de certos músculos, os quais desenvolvem contraturas (Pontos-Gatilho ou Pontos Sensíveis) que se cronificam, gerando dores, rigidez (inflexibilidade) e encurtam o músculo, tornando-o mais fraco e inábil para suportar cargas (choque) nos vários tipos de movimento.

Altos níveis de tensão muscular tornam o suprimento sangüíneo para o músculo insuficiente, diminuindo a percepção sensorial, causando um acúmulo de produtos tóxicos na célula e predispondo a fadiga e dor contínua.

Para exemplificar podemos citar as dores na região da coluna cervical (pescoço) e músculos superiores do tronco (próximos a região do ombro) que acompanham indivíduos que possuem profissionalmente cargos ou funções com grandes responsabilidades no seu dia-a-dia, ou mesmo pessoas que trabalham com certas posturas fixas ou repetitivas, como dentistas, pessoas que trabalham por tempo em frente a computadores, etc.

A Figura mostra em vermelho os pontos de tensão que podem existir na região das costas.

PONTOS IMPORTANTES PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

1.       Realizar uma avaliação postural para identificar possíveis desvios que também possam gerar disfunções musculares,

2.       Realizar uma avaliação dos movimentos diários: repete muito o mesmo movimento, permanece muito tempo na mesma postura, pega muito peso, etc.

3.       Reorganizar a postura através de exercícios de alongamento, massagem (relaxamento) e também fortalecimento muscular.

Acesse o link http://www.metodogerar.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&post=1001 e assista a entrevista com a Profa. Gizele Monteiro explicando mais sobre o assunto no Programa Esporte e Atividade Física, realizado pela Phorte TV.

Depressão Pós-parto (Pt. 2)

12-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Relatamos no primeiro artigo alguns aspectos conceituais e sintomas para ajudar a gestante a conhecer mais sobre a depressão pós-parto.

A depressão pós-parto pode ser causada por vários motivos, incluindo as alterações hormonais, questões da imagem corporal, senso de auto perda, e limitação de tempo livre.

Estudos já observam que as mulheres também são suscetíveis a sentimentos de depressão durante a gravidez, especialmente durante o primeiro e último trimestres, portanto o conhecimento sobre o assunto ajuda ao tratamento mais rápido.

O conhecimento dos fatores biológicos, psicológicos e sociais que podem desencadear o distúrbio, ajuda a mulher e as pessoas que estão próximas no reconhecimento dos sintomas:

▪ histórico de problemas emocionais ou depressão antes ou durante a gestação;

problemas no parto ou com o bebê;

▪ isolamento social e/ou familiar;

falta de apoio da família e amigos;

sentimentos de perda de liberdade;

carreira profissional em risco;

situação traumática ou estresse recente;

ausência do marido ou nenhuma colaboração do companheiro;

dificuldades no casamento;

problemas financeiros;

perfeccionismo e vontade de resolver tudo sozinha sem pedir ajuda.

Leia a primeira parte do artigo que se encontra disponível nesse site e também o artigo que fala sobre imagem corporal.

“SE VOCÊ IDENTIFICOU UM OU MAIS FATORES QUE SE RELACIONAM E TEM APRESENTADO ALGUNS DOS SINTOMAS DO ARTIGO ANTEROR, BUSQUE AJUDA PROFISSIONAL”

Parto Normal – mais segurança para a mãe e o bebê

10-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

O “Ministério da Saúde” tem buscado uma mudança na consciência de médicos e gestantes quanto ao tipo de parto a ser realizado: cesariana ou normal.

Cirurgia cesariana pode trazer mais complicações e uma pior recuperação no Pós-parto

Com essa preocupação elaborou um informativo mostrando os benefícios que o parto normal proporciona para mãe e bebê. Segue o link para conferir o texto:

http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=20911

Quadro ilustrativo dos benefícios do parto normal comparados a cesariana

Diabetes Gestacional

07-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose (ou açúcar no sangue). A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.

Diabetes Gestacional significa que a mulher durante a gravidez começa a apresentar elevadas taxas de glicose (açúcar) no sangue.

No Brasil, a prevalência do diabetes gestacional é de 7,6%, sendo considerado um problema de saúde pública.

Uma vez que tenha aparecido, o diabetes gestacional dura até o final da gravidez. Na maioria das mulheres, o problema se resolve quando a gravidez termina, mas as mulheres que tiveram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2 com o passar do tempo.

PORQUE A GESTANTE PODE DESENVOLVER O DIABETES?

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz alguns hormônios em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam uma dificuldade (resistência) à ação da insulina no organismo materno.

Na maioria das mulheres, o pâncreas reage a esta situação produzindo insulina adicional o bastante para superar a resistência à insulina. Em mulheres com Diabetes Gestacional, a insulina extra não é produzida o suficiente e o açúcar não pode ser processado corretamente pelo corpo. Dessa forma a glicose se acumula na circulação sangüínea.

À medida que o feto cresce, maiores quantidades dos hormônios que interferem com a insulina são produzidas. Por isto, o Diabetes Gestacional normalmente começa no último trimestre de gravidez.

SINTOMAS:

Algumas mulheres grávidas com Diabetes Gestacional podem apresentar os seguinte sintomas: sede aumentada, diurese mais freqüente (urina aumentada), perda de peso, apesar do apetite elevado, cansaço, náuseas ou vômitos, infecções por fungos (candidíase vaginal, por exemplo), visão turva.

Porém, algumas mulheres não têm nenhum sintoma detectável, razão pela qual o médico dever pedir os exames para o diabetes na rotina do pré-natal.

FATORES DE RISCO:

- mulheres que estão acima do peso durante a gravidez têm um risco mais alto da doença, e o controle cuidadoso do peso antes da gravidez pode reduzir esse risco.

- mulheres que já tiveram Diabetes Gestacional têm maior risco de desenvolver novamente nas próximas gravidezes. Após a gravidez elas também terão um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2, devendo medir seu açúcar no sangue regularmente, até mesmo depois que a gravidez terminou.

PREVENÇÃO:

O exercício físico regular é um forte aliado no controle e na prevenção.

A consulta a um nutricionista para montar um plano de dieta e o monitoramento dos níveis de glicose no sangue pode auxiliar nesse controle. Se isso não ocorrer, o médico irá prescrever insulina.

* As complicações que Diabetes Gestacional apresenta podem ser prevenidas controlando cuidadosamente o açúcar no sangue. A mulher deve ser vista frequentemente pelo seu obstetra ao longo de sua gravidez nas consultas pré-natais.

Depressão Pós-parto (Pt. 1)

03-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

A depressão Pós-parto pode ser conhecida também com o termo depressão Puerperal e é uma forma de depressão clínica. É uma instabilidade emocional que surge nas primeiras semanas após o parto.

Estudos relatam taxas de prevalência entre as mulheres de 5% a 25%, mas diferenças metodológicas entre os estudos pode tornar essa taxa não real. Alguns estudos mostram que cerca de 13% das mulheres apresentam depressão no primeiro ano após o parto.

É um problema muito grave e não deve ser ignorado.

Alguns dados indicam que 5 a 9% das mulheres irão desenvolver depressão pós-parto, mas menos de um em cada cinco destas mulheres vai procurar ajuda profissional.

Em países desenvolvidos como a Inglaterra, a depressão pós-parto é considerada a principal causa de mortalidade materna. Além disso, a depressão pós-parto pode trazer muitas conseqüências para a família como um todo, especialmente o bebê, uma vez que reduz a interação mãe-bebê, diminuindo assim as chances de um adequado desenvolvimento afetivo, psicossocial, etc.

Uma das falhas é que o problema é pouco diagnosticado e tratado, freqüentemente por causa da dificuldade em reconhecer os sintomas, pela falta de informação das opções terapêuticas e ainda pelo receio das mães em serem estigmatizadas. Além disso, apesar do tratamento com medicações antidepressivas ser eficaz, muitas mulheres são relutantes em usá-lo, especialmente pelo fato de estarem amamentando.

O apoio psicológico individualizado, mesmo que por um leigo, é capaz de oferecer a sensação de pertencer a uma rede social podendo melhorar a auto-estima e o estado mental como um todo. Esse tipo de apoio por telefone assim como comunidades virtuais de ajuda mútua pela internet são estratégias de prevenção e apoio terapêutico que rompem barreiras geográficas e de dificuldades socioeconômicas e acessibilidade, e deverão ser cada vez mais fortalecidas como genuínas ações de promoção à saúde.

Sintomas:

Podem ocorrer em qualquer momento do primeiro ano pós-parto: tristeza, vazio, fadiga (cansaço ou sentimento de estar sobrecarregado), baixa auto-estima, insônia, alterações do apetite (podendo aparecer tabmém distúrbios alimentares), redução da libido, culpa, choro, ansiedade ou ataques de pânico, irritabilidade, sentir-se insuficiente ou incapaz para cuidar do bebê.

“SE VOCÊ TEM ALGUNS DOS SINTOMAS RELATADOS ACIMA, BUSQUE AJUDA PROFISSIONAL”

Obesidade e Gravidez

02-ago-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Sabe-se que a gravidez é um momento onde a mulher pode ter uma grande mudança corporal. A gestação pode atuar como um fator desencadeante da obesidade. Se a mulher já apresentar sobrepeso ou for obesa, a gestação poderá atuar como um agravante.

Hoje a obesidade já é considerada um grave problema de Saúde Pública. Sua prevalência vem aumentando sistematicamente ao longo das últimas décadas, tanto em países desenvolvidos como em boa parte dos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade seria hoje um dos maiores e mais visíveis, porém mais negligenciados, problemas de Saúde Pública em todo o mundo.

Repercussões maternas da obesidade

Muitos estudos têm apontado que mulheres que iniciam a gravidez com IMC (Índice de Massa Corporal) acima do normal (que seria 20 a 24,9) têm riscos mais elevados para diversas complicações:

- o risco de pré-eclâmpsia dobra a cada aumento de 5 a 7 kg/m2 (equivalente a um aumento no risco de 0,54% para cada 1 kg/m2 de aumento do IMC).

- quanto maior o IMC materno inicial, maior o risco de diabetes gestacional (DG).

- gestantes obesas também apresentam maior probabilidade de terem infecções urinárias e do trato genital inferior.

- o sobrepeso materno aumenta os riscos de parto induzido, cesarianas, hemorragia maciça pós-parto e infecção pós-parto.

A importância do Exercício

O exercício atua como uma excelente maneira de controlar o ganho de peso para mulheres que estão com sobrepeso, e para aquelas que apresentam peso normal, pode controlar o ganho de peso durante a gravidez.

A mulher deve realizar exercícios aeróbicos leves e moderados, variando a frequência semanal conforme seu nível de aptidão, isto é, se ela era sendentária ou ativa antes de engravidar.

Lembramos também que o acompanhamento nutricional nesses casos é primordial para saúde da mãe e do bebê.

* dica: para realizar o cálculo de IMC acesse www.metodomaisvida.com.br

* texto baseado no artigo científico “Obesidade e Gravidez” que encontra-se disponível na sessão de artigos científicos desse site.

Mattar, R., Torloni, M.R., Betrán, A.P., Merialdi, M. Obesidade e Gravidez. Rev Bras Ginecol Obstet. 2009; 31(3):107-10.