Conteúdo de junho/2009

Boa Forma no Pós-Parto

27-jun-09

Saiu na Revista BOA FORMA – mês de maio.

A professora Juliana Cardoso, certificada no Método Gerar e especialista na Prescrição de Exercícios para Gestante divide um pouco do seu segredo para voltar à forma após sua segunda gravidez.

Veja na íntegra a matéria.

O Exercício pode interferir na Amamentação?

24-jun-09

Profa. Ms Gizele Monteiro

Correr “seca” o leite?

Essa é uma pergunta que não é rara de acontecer. Também é uma observação feita por alguns profissionais que trabalham com mulheres no período Pós-parto.

O retorno ao exercício no Pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação. Durante o período gestacional muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

Não só correr pode prejudicar a amamentação e o corpo da mulher, MAS QUALQUER EXERCÍCIO ORIENTADO DE FORMA INCORRETA.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto de 900 calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação.

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Cary & Quinn (2001) em revisão literária concluíram que até a data analisada, o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.

Então concluindo: ao treinarmos, nosso organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

O correto é que o profissional saiba organizar a sessão de treino para que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

Cuidados – As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação. Principalmente para atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).

Referências Bibliográficas:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics. 89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk? Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

Alterações anatômicas e modificações posturais durante a gravidez (Parte 1)

12-jun-09

Profa. Ms. Gizele Monteiro – texto extraído do livro “Treinamento da Flexibilidade – sua aplicabilidade para a saúde”.

O período gestacional humano compreende diversas mudanças corporais, no qual a gestante sofre adaptações fisiológicas e anatômicas as quais são provocadas por necessidades funcionais e metabólicas (Jensen et al., 1996).

O abdome protuso, uma marcha gingada e lordose exagerada são aspectos familiares de uma gestação normal. O útero, de um órgão estritamente pélvico, com doze semanas torna-se um órgão abdominal, deslocando os intestinos e entrando em contato direto com a parede abdominal (Artal et al., 1990).

A orientação anterior do útero, que se expande dentro da cavidade abdominal pelo crescimento ventral do feto, o ganho de peso, aumento do volume de sangue, deslocam o centro de gravidade, o qual não cai mais entre os pés. A mulher precisa se inclinar para trás para ter equilíbrio (Brook et al., 2005), resultando em aumento progressivo da lordose lombar e rotação da pélvis sobre o fêmur (causando um esforço sobre a articulação sacroilíaco e do quadril). Isso desloca o centro de gravidade de volta sobre a pélvis, evitando uma queda para frente.

Para manter a linha de visão e também compensar a lordose lombar, inicia-se uma série de modificações posturais (Artal et al., 1990).

A estabilidade da gestante é obtida à custa de uma carga aumentada sobre os músculos e os ligamentos da coluna vertebral e essa pode ser uma das razões da dor lombar

ser tão comum na gestação.

Segundo Kisner & Colby (1992) e Gleeson & Pauls (1988) ocorrem as seguintes as trocas posturais:

• A lordose cervical aumenta e desenvolve-se um posicionamento anteriorizado da cabeça para compensar o alinhamento do ombro.

• A lordose lombar aumenta para compensar a mudança no centro de gravidade e os joelhos se hiperestendem, provavelmente pela mudança na linha da gravidade.

• Os ombros ficam arredondados com protração escapular e rotação interna dos membros superiores em razão do crescimento das mamas e posicionamento para cuidado do bebê após o parto.

• O peso transfere-se para os calcanhares para trazer o centro de gravidade para uma posição mais posterior (Gazaneo & Oliveira, 1998; Nyska et al., 1997).

O auxílio de uma alimentação equilibrada na prevenção da depressão durante e a gravidez e pós-parto

12-jun-09

Grupo Stancanelli – Mirtes Stancanelli, Erica Tatiana e Emy Takahashi

A depressão é uma doença que pode ocorrer em qualquer pessoa e merece muita atenção e cuidado.

Às vezes, a depressão é gerada por um episódio emocional grave, como divórcio, morte de entes queridos, ou pode aparecer aparentemente por nada. Ela também pode ocorrer durante as fases de mudanças da vida como na adolescência, terceira idade, ou na gestação, principalmente no pós-parto.

Alguns estudiosos acreditam que a alimentação tem uma participação importante para evitar a depressão.


Como uma boa alimentação pode auxiliar na prevenção da depressão?

- Cuidado com o alto consumo de açucares, cafeína e álcool ao longo dos trimestres de gestação;

- Prefira alimentos que contenham baixos teores de gordura. A gordura inibe a síntese de neurotransmissores no cérebro promovendo maior probabilidade à depressão;

- Vitaminas do complexo B são importantes para aqueles que querem se manter física e emocionalmente mais saudáveis. O complexo vitamínico B é importante para produção de serotonina (que influi na regulação do humor). Muitas drogas que incluem o estrógeno podem interferir na absorção de vitamina B6. Na gestação esses hormônios estão elevados para produzir as mudanças gestacionais. Os grupos de verduras, legumes e frutas são ricos nestas vitaminas, intensifique-os na alimentação;

- Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão. O Ômega 3 é encontrado em peixes como bacalhau, salmão, arenque e em menores concentrações na soja, castanha e óleo de canola;

- Alimentos que auxiliam no tratamento da depressão: banana, verduras, frutas e peixes.

A prática de exercícios físicos bem como o apoio familiar e uma alimentação equilibrada ajudam a diminuir a ansiedade e também a combater a depressão.